sábado, 6 de dezembro de 2008

Mônica Salmaso & Pau Brasil em concerto com a OSESP

Dias 18, 19 e 20/12, Mônica Salmaso, e o Grupo Pau Brasil, fazem participação especialíssima no concerto da OSESP. Maiores informações no site da Sala São Paulo:
http://www.salasaopaulo.art.br/

Fonte: http://www.osesp.art.br/novo/estatico/programacao_temporada20.html

Mônica Salmaso fala sobre a turnê européia à Rádio Nederland Wereldomroep: leia e ouça!

A doce voz de Mônica Salmaso

Por Carlos Iavelberg


20-11-2008



Mônica Salmaso diz ter um carinho especial por Amsterdã. Durante show na capital holandesa, ela contou que seu marido se encontrava nessa cidade quando telefonou para ele para dizer que estava grávida. A apresentação da cantora paulista no Tropentheater encerrou sua mais recente turnê pela Europa. Mônica cantou ao lado de Toninho Ferragutti no acordeon e de Teco Cardoso no sax soprano e flauta. Os cerca de 200 espectadores que compareceram à belíssima sala de espetáculos foram testemunhas da simpatia de uma cantora de voz doce e firme e, ao mesmo tempo, com grande presença de palco."Gosto muito de fazer turnê pela Europa. Acho que não só a música brasileira, mas tudo o que vem do Brasil tem uma recepção muito bonita aqui", acredita Mônica.A cantora paulista apresentou um repertório variado que incluiu, além de músicas brasileiras, canções de compositores latino-americanos e até um fado português.Especial"Foi um prazer vê-la ao vivo. O repertório também foi uma surpresa e a receptividade do público holandês foi muito especial. Isso não é qualquer artista que consegue", comenta a curitibana Mariana da Costa, uma das espectadoras.Apesar da presença de brasileiros em seus shows no exterior, Mônica é consciente de que a maior parte do seu público é formada por europeus e, por isso, teve a preocupação de explicar, em inglês, o significado das letras das músicas que cantou."Eu vejo muito mais europeus do que brasileiros nos nossos shows [na Europa]. E vejo também que são europeus interessados na cultura brasileira, não na música de sucesso radiofônico. Gente que começou a aprender português porque gosta do Chico Buarque e quer conhecer as letras", comenta a cantora.Com cinco CDs gravados e mais de 20 anos de carreia, Mônica Salmaso acaba de finalizar, no Brasil, a turnê de seu último trabalho, o álbum "Noites de Gala, Samba na Rua", composto apenas por músicas de Chico Buarque.Chico BuarqueO desafio de gravar um CD só com canções de um de seus dois compositores favoritos -o outro é Dorival Caymmi- foi aceito pela cantora depois que o próprio Chico Buarque a convidou para cantar a música "Imagina" em seu último CD."Foi muito legal gravar com o Chico. Eu dei um berro quando ele me convidou, fiquei muito feliz. Essa música é linda de morrer. Foi um presentão para mim", relembra sorridente.Apesar de ter gravado músicas de Chico Buarque, a carreira de Mônica Salmaso é marcada por um repertório desconhecido do grande público. Além de escolher obras de compositores menos famosos, ela também costuma optar por canções menos consagradas de artistas ilustres."Faço esse caminho a bastante tempo. Fico contente quando recebo algum elogio por parte da imprensa ou um prêmio, mas a minha única preocupação é com a qualidade do que eu faço e de dar um sentindo ao que faço. Não faço uma coisa aleatória ou para fazer sucesso. Percorro um caminho que corresponde ao desenvolvimento de uma carreira e essa é minha única preocupação", explica.Apontada pela crítica brasileira como umas das grandes revelações da MPB nos últimos anos, Mônica Salmaso acredita que existe uma geração de músicos ainda mais jovens do que ela e que estão se interessando pela cultura brasileira."Em um certo sentido, a MPB se estagnou em alguns grandes nomes. Nomes que, inclusive, carregam a música brasileira para fora do Brasil. Mas acho que existe uma juventude que está olhando para coisas que vieram antes da produção musical desses nomes da MPB. Tem gente muita boa compondo e, principalmente, tocando e que vem se alimentando de uma música bem brasileira", analisa Mônica.

Turnê Noites de Gala, Samba na Rua - Edição SÃO CARLOS

Mônica Salmaso e Pau Brasil cantam Chico
Por Sarah Barbosa Segalla
Domingo, 30 de Novembro de 2008

Nos dia 18 e 19 deste , apresentou-se Mônica Salmaso em parceria com o quinteto Pau Brasil em seu último show da turnê Noites de gala, samba na rua, no Teatro Municipal de São Carlos, mais recente obra abandonada/concluída da cidade.
Destrinchando um pouco a história dos supracitados: Mônica Salmaso é uma cantora paulistana, eleita em 2002 pelo crítico do The New York Times, Jon Pareles, um dos principais expoentes da música popular brasileira. Tem cinco álbuns gravados, incluindo Afro-Sambas (1997), um duo de voz e violão com Paulo Bellinati, violonista do Pau Brasil, contendo todos os afro-sambas de Baden Powell e Vinícius de Moraes; Trampolim (1999) e Voadeira (1999), que renderam à artista os prêmios Visa MPB e Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte, além de ambos terem sido lançados também na Europa, Japão, Estados Unidos, Canadá e México; Iaiá (2004) e Noites de gala, samba na rua (2007). O último, tema do show em questão, contém apenas músicas de Chico Buarque e é todo gravado ao lado do Pau Brasil.
E falando neles, o quinteto Pau Brasil é referência para a música instrumental brasileira. Formado em 1979, atualmente conta com o baixista Rodolfo Stroeter, o pianista Nelson Ayres e Paulo Bellinati, violonista, da formação inicial; além deles, temos hoje Teco Cardoso, saxofonista e de-outros-sopros, e Ricardo Mosca, na bateria. A proposta inicial do grupo continha um repertório visceralmente brasileiro, embora advindo de influências diversas, como sugeria o Manifesto Pau Brasil, de Oswald de Andrade. Hoje o quinteto acumula festivais e uma indicação ao Grammy, na categoria Best Jazz Group, em 1996, com o álbum Babel, um dos oito lançados até agora. O último, PAU BRASIL 2005 traz interpretações de Villa-Lobos, Ari Barroso e Chico Buarque, além de composições de Rodolfo Stroeter, Nelson Ayres e Paulo Bellinati.
Quanto ao último citado, o Teatro Municipal de São Carlos “Dr. Alderico Vieira Perdigão”, inaugurado em 1964, foi (re)inaugurado no dia 4 de julho de 2008, para a alegria da população são-carlense, sempre ávida por cultura, depois de sete anos fechado, cinco desses em reforma. O teatro foi ampliado e dotado de novos recursos como um bar no piso da bilheteria e rampas para deficientes físicos. Hoje o teatro de arena e o palco italiano somam uma capacidade para 900 pessoas, sendo 404 a capacidade para o palco italiano, sem mudanças no projeto de 1964.
Depois dessa introdução vamos direto ao ponto: o show. E que show! Todos que puderam compartilhar das pouco menos de duas horas de apresentação não hão de negar que sinestesicamente saborearam a voz de uma cantora excepcional, que alcança notas impressionantes e que estava em perfeita harmonia com o Pau Brasil. O quinteto com afinação e arranjos inspirados das obras de Chico, trouxe também a composição de Paulo Bellinati, Pulo do Gato, fazia uso dos recursos musicais dos instrumentistas de uma maneira surpreendente.
O repertório composto por 16 músicas foi de difícil escolha segundo Mônica. Ela disse durante o show que, após uma revisão cuidadosa de toda a discografia do Chico, chegou a uma lista de míseras sessenta músicas. O restante da seleção foi feita junto ao Pau Brasil, que escolheu as músicas com as quais se poderia fazer bons e diferentes arranjos. Ao fim desse árduo trabalho, as músicas escolhidas foram: A volta do Malandro; Quem te viu, quem te vê; Você você; Ciranda da Bailarina; Construção; Olha, Maria; O velho Francisco; Basta um dia; Logo eu; Morena dos olhos d’água; Suburbano coração; Bom tempo; Partido Alto e Beatriz. Além dessas, a já citada Pulo do Gato, e a música final, de apresentação dos músicos, Moda do Pau Brasil, fecham o pacote.
Entre as músicas, comentários e causos foram feitos pela cantora. A começar pela introdução de Você você, na qual Mônica explicou que Chico Buarque resolveu fazer essa música nas vésperas de ser avô, quando sua filha arrumava o enxoval para ir para a maternidade e, na saída, voltou para o quarto do bebê para colocar uma blusa sua dentro do berço, para que o bebê sentisse seu cheiro o tempo todo e não ficasse com medo, o que explica os versos “Que blusa você, com o seu cheiro/Deixou na minha cama?”
Durante o show, Teco Cardoso se revezava em flautas, saxofones e clarinetes, enquanto Rodolfo Stroeter alternava entre contrabaixo e baixo elétrico. Além disso, Mônica Salmaso fez várias incursões por instrumentos de percussão, incluindo pandeiro e chocalho. Dentre as músicas, algumas impressionaram bastante a platéia, como Construção, com toda sua densidade e poesia, Beatriz, na qual a cantora alcança notas altíssimas com muita maestria, acompanhada apenas pelo piano de Nelson Ayres, Você Você, e o novo significado que a música adquiriu para todos aqueles que não conheciam a história do vovô Chico, e Partido Alto, que fechou o show com toda a leveza do samba, antes da apresentação dos músicos.
Outro causo do Chico contado por Mônica: Numa entrevista, perguntaram a ele porque ele fez a música Retrato em branco e preto com este título, e não como retrato em preto e branco, que é como todo mundo chama esse tipo de fotografia. Ele, com toda a irreverência típica, respondeu: “Ah, eu achei que ficava mais poético ‘Vou colecionar mais um soneto, outro retrato em branco e preto’ do que ‘Vou colecionar mais um tamanco, outro retrato em preto e branco’. Há, há!
E uma última historinha, que deixou as mulheres da platéia magoadas com Chico Buarque: diz ele que quando estava compondo Ode aos ratos, precisava de algumas informações biológicas sobre os animaizinhos e ligou para amigo, músico-zoólogo Paulo Vanzolini. Ao perguntar ao amigo como era o nariz do rato, se era gelado, quente, úmido, entre outros, recebeu a seguinte resposta, muito merecida “Mas Chico, você mente tanto sobre mulher nas suas músicas, porque não mente sobre os ratos também!?”, e a réplica veio com uma resposta cafajeste “Ah não, mas pelos ratos eu tenho muito respeito!”
Surpresa também foi a apresentação final dos músicos, a qual foi feita com muito estilo através de Moda Pau Brasil, música composta por Stroeter em parceria com na letra com Mônica, que toma Paulo Bellinati por “jóia de raro quilate”, a técnica de Ricardo Mosca por “a leveza de um inseto”, o maestro Nelson Ayres por “bom de harmonia”, além de dar a receita de seu marido, Teco Cardoso com “misture um saxofone com doutor em medicina” e se refere a Rodolfo Stroeter como “toca um instrumento grave e dele sou muito amiga”. Para não faltar a sua apresentação, o contrabaixista cantou a estrofe para Mônica, aquela que “dá um laço no compasso” e “tem voz de santa”. Por fim, o compositor também teve, em sua homenagem, uma estrofe só para ele, que “escreveu com maestria, dos versos faz seu embarque, a palavra ele cria, ele é Chico Buarque”.
Fonte:

domingo, 26 de outubro de 2008

Turnê Européia

MÔNICA SALMASO – voz/voice
TONINHO FERRAGUTTI – acordeon/accordion
TECO CARDOSO – sax soprano e flautas/flutes

De 28 de outubro a 09 de novembro, Mônica Salmaso, junto a Toninho Ferragutti e Teco Cardoso, vão à Europa numa turnê especial. A seguir, Mônica e Teco retornam ao Brasil para o final da turnê do show Noites de Gala, Samba na Rua.

Confira o roteiro da turnê européia:

28 de outubro - SAN SEBASTIAN/Spain
29 de outubro DORTMUND/Germany
31 de outubro OSNABRÜCK/Germany
01 de Novembro FERRARA/Italy
02 de Novembro MURI(Aargau)/Switzerland
03 de Novembro SCHWAZ/Austria
04 de Novembro LJUBLJANA/Slovenia
06 de Novembro ANTWERP/Belgium
07 de Novembro UTRECHT/Netherlands
08 de Novembro ROTTERDAM/Netherlands
09 de Novembro AMSTERDAM/Netherlands

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Turnê Noites de Gala, Samba na Rua - Edição CAMPO GRANDE (MS)

Minéia
Maravilhoso!
Foi Maravilhoso!!!Pau Brasil e Mônica Salmaso fizeram uma "dupla" perfeita!!!!! Que "gostoso" ver e ouvir os instrumentistas....Música de qualidade.....Canções lindíssimas do Chico interpretadas por uma voz forte...( seria esse o termo???) e ao mesmo tempo tão doce! Me emocionei quando ouvi a música Você Você.....Beatriz.....enfim!!!Fora a simpatia da Mônica....Sou mais uma fã!!!!Beijo a todos!

Robson
O Show foi fantástico!Confesso que por ser um estado onde a Mônica é pouco conhecida, espera um público bem menor no show... ela mesma se surpreendeu com a quantidade de pessoas que encheu teatro.Duas noites que com certeza se tornaram inesquecíveis para os que puderam prestigiar a penúltina cidade visitada nesta turnê...Quem foi como convidado, sem conhecer Salmaso, acabou se encantando seja pela voz ou pela beleza e simplicidade de seu trabalho.E o Pau Brasil? DivinoUm Show memorável.... indizível!

♫♪♫Karol
Show em Campo Grande MS
Foi simplesmente M A R A V I L H O S O !!!!!!!!!!!!!!!!!!!Ela é uma cantora impecável, e uma pessoa muito humilde e bacana....E a banda??? Fala sério, os caras arrasaram como sempre.Ambiente gostoso, repertório maravilhoso... Tudo de bom!!!!! :)

Fonte: http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=80056&tid=5257634166152421513&start=1

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Turnê Noites de gala, samba na rua vai chegando ao fim com sucesso de público e crítica.

Mônica Salmaso e o Grupo Pau Brasil fazem os espetáculos de encerramento da temporada de “Noites de gala, samba na rua” e aproveitam para lançar o, bem-sucedido, DVD de registro deste trabalho. "Cerca de 25 mil pessoas em 18 cidades brasileiras já assistiram a um dos espetáculos mais aclamados dos últimos anos, Mônica Salmaso e o grupo Pau Brasil em Noites de Gala, Samba na Rua, integralmente dedicado à obra extraordinária de Chico Buarque".
Anote aí: A Mônica e o Pau Brasil estarão ainda com esta turnê em Campo Grande- MS (14 e 15 de outubro) & São Carlos-SP (18 e 19 de novembro).
APRECIE SEM MODERAÇÃO!!!

Turnê Noites de gala, samba na rua - Edição RIO DE JANEIRO

Tempo da delicadeza!

Por Fabiano Gonçalves


Quando um dos maiores compositores do país encontra um conjunto de intérpretes virtuosos, o resultado só poderia ser um show inesquecível. Dezenas de artistas brasileiros já mergulharam no rico universo das composições de Chico Buarque, um dos pilares da música popular brasileira. Naufragar completamente é difícil, haja vista a excelência das canções buarqueanas, mas poucos alcançam o brilhantismo das gravações de Maria Bethânia, por exemplo. Na noite do dia 9 de setembro, o público que lotou o Teatro Carlos Gomes, no centro do Rio de Janeiro, pôde constatar a ascensão de mais um grupo de intérpretes ao panteão dos grandes artistas da MPB. A cantora paulistana Mônica Salmaso, na (excelente) companhia do Grupo Pau Brasil, apresentou o show do CD Noites de gala, samba na rua, todo dedicado à obra de Chico Buarque. A apresentação foi parte de uma turnê nacional patrocinada por um banco brasileiro. A cantora, jornalista por formação, contava histórias, recheadas de informação e humor. Após mergulhar na discografia de Chico para a compilação das canções do CD, a cantora fez uma lista com 80 músicas. “Depois só consegui chegar a 60 e vi que não conseguiria reduzir mais. Tive que passar a bola”, declarou. Catorze canções foram gravadas. Mais que isso: foram revitalizadas, reinventadas, renovadas. O balanço jazzístico do Grupo Pau Brasil – formado em 1979 e com oito CDs na bagagem (Babel, de 1996, foi indicado ao Grammy de melhor grupo de jazz) – deu novos ares à Quem te viu, quem te vê (de cujos versos foi retirado o título do álbum) e já arrebatou a platéia com arroubos de criatividade e técnica – qualidades presentes em todas as interpretações da noite. O brilho na roupa da cantora era pequeno se comparado ao brilho de seus olhos e sua voz na canção que se seguiu: Você você, parceria de Chico com Guinga já da década de 1990. A alegria dava o tom do espetáculo. Era visível a felicidade dos artistas no palco, que brincavam como crianças com seus instrumentos. Prova disso foi a delicada interpretação de Ciranda da bailarina, composta por Chico e Edu Lobo para O grande circo místico. Não faltaram em cena nem bolinhas de sabão. Já a conhecida Construção ganhou ares contemporâneos e foi desconstruída rítmica e melodicamente, numa brilhante performance. Colaborou para isso a bela iluminação (não creditada no programa). Todas as qualidades das composições de Chico Buarque ganharam brilho e cores novas com o talento dos músicos – além de Mônica, Nelson Ayres (piano), Paulo Bellinati (violão e cavaquinho), Rodolfo Stroeter (baixo), Teco Cardoso (sax e flauta) e Ricardo Mosca (bateria e percussão). Na bela Morena dos olhos d"água, a voz, acompanhada por uma guitarra acústica, sublinhou toda a riqueza da melodia. O suingue de Partido alto ganhou destaque com o ênfase dado ao ritmo existente na própria letra. E o arranjo de Flor da idade (de Paulo Bellinati, na maioria) dispôs voz e instrumentos até quase transformar a canção em uma orquestra de cordas. E em Beatriz, a voz e o piano flutuavam do chão ao céu com uma suavidade etérea de tirar o fôlego. Fugindo um pouco do cancioneiro buarqueano, foram apresentadas duas composições do próprio Grupo Pau Brasil. Pulo do gato, de Paulo Bellinati, foi uma sucessão de arroubos criativos nos solos. Encerrando a brilhante apresentação, Moda, do Pau Brasil, deliciosa canção em estilo moda de viola do interior paulista, cuja criativa letra faz as apresentações dos artistas. Se, no futuro, escafandristas vierem explorar sua casa, que encontrem e se deliciem com a música de Mônica Salmaso e do Grupo Pau Brasil. E, assim, percebam o amor que, um dia, esses talentosos artistas deixaram para nós. Nota do editor: Não é costumeiro este tipo de comentário que não se restringe exclusivamente à música dita clássica. Abrimos esta excessão e outras poderão vir. Afinal, Chico Buarque é ou não é um clássico?

domingo, 5 de outubro de 2008

Turnê Noites de Gala, Samba na Rua - Edição SÃO PAULO

Por Elisa Monteiro

"Quarta-feira chuvosa, o trânsito que o paulistano conhece, eu e Glória meio perdidas na tentativa de chegar ao teatro FECAP, onde a “culpada” dessa história, a minha amiga Custódia, nos esperava na porta, toda ansiosa para assistir (ela pela xistésima vez) o show da Mônica Salmaso.
Chegamos em cima da hora, entramos e sentamos. Sim, na primeira fila, bem na frente do palco. Afinal, minha amiga parece que foi a primeira a comprar os tão disputados ingressos.
O show começa, um sorriso entra no palco e se põe a cantar. Mônica, figura ao mesmo tempo frágil e forte, pura simpatia, e dona de uma voz, que voz!
Ela saltita, faz uma ou outra percussão, flutua de um lado para o outro do palco, numa generosa parceria com os músicos que a acompanham. Esses, o grupo Pau Brasil, são um presente à parte. Excepcionais é o mínimo.
E as músicas do Chico se sucedem, ainda mais belas na sua voz. A volta do malandro, Construção, Morena dos olhos d’água e tantas outras maravilhas. Quase ao final, para coroar essa noite incrível, Beatriz. Pura emoção!
Valeu a chuva e o trânsito, porque eu, finalmente, descobri Mônica Salmaso, uma moça de bom gosto que sabe cantar como poucos e encantar como ninguém. Adorei!
Só me resta, portanto, dizer à Custódia: Obrigada, minha amiga! Muito obrigada! Quando é o próximo?".
(Resenha enviada via e-mail)
OUTROS COMENTÁRIOS:
Pâmela
“Show na sexta...
Foi minha primeira vez..sempre gostei de Monica, mas nunca tinha ido!
Pessoas, foi simplesmente lindo! Perfeito! Uma voz tãoo gostosa, leve!
E o Pau-Brasil? O que é aquilo?? Quanta maestria!”.
Fonte:http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=80056&tid=5246210433754991832&na=3&nst=61&nid=80056-5246210433754991832-5252908838980029656

Tamires
“Quinta foi...
Absurdamente DELICIOSO!
E sabe qual a melhor parte? Sábado tem mais!!
Como a Custódia falou... o povo demora um pouco para aplaudir mesmo, mas como alguém colocou em cima, é por que todos ficam em transe.
As lembranças? Mãos roxas, voz rouca.... E um sentimento que transborda...
Minha mãe nunca tinha visto Mônica ao vivo, só o dvd que ela já amava.
Ela enlouqueceu com o show, não falamos de outra coisa, é Mônica, Pau Brasil, Mônica, Pau Brasil...
E sábado, vou levar três convidados e torcer para que enlouqueçam também, dois deles não conhecem o trabalho da Mônica, uma eu já presenteei com um cd e ela gostou, mas pertinho assim ela nunca viu.
Quinta já dei uma de Tiete e sábado lá vou eu de novo... pedir autógrafos, tirar fotinhos....
Por que depois vou ficar com saudades já que eles vão estar em turnê pela Europa... Vou ficar na torcida.
E que venha sábado....”.
Fonte:http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=80056&tid=5246210433754991832&na=3&nst=61&nid=80056-5246210433754991832-5252908838980029656

Custódia
“Beem depois do show, quando já não havia muitas pessoas prá falar com a Mônica, veio uma moça bonita, alta, com as mãos enroscadinhas na roupa, bem junto do peito, a cabeça inclinada para a direita. Chegou bem perto da Mônica e disse uma coisa que achei das mais lindas:
Eu posso morar nessa voz? Eu queria morar aí... Você deixa eu morar na sua voz? Ela é tão linda..... você deixa?
Ela disse mais, mas não consigo lembrar do resto. Não estava tão perto, mas acabei comungando aquele momento delas duas.
Eu não sei quem é essa moça, mas não me importo. Só achei bonito demais”.
Fonte:http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=80056&tid=5246210433754991832&na=2&nst=63
Music makes the people come together
“Meu Deus ....Que show maravilhoso ... estou até agora com a alma aveludada!Ela é uma PÉROLA !Você, Você ME FEZ CHORAR! Ainda mais depois da história que ela contou, eu não sabia que o Chico escreveu essa música com esse significado. Foi emocionante demais ... Virou assim de repente uma das músicas mais lindas pra mim até hj. Que interpretação, que voz, que CARISMA, interação com o público como se estivessemos todos na sala da casa dela, e ela e o Pau Brasil nos mostrando o seu trabalho ... Digno de aplausos infinitos .... aliás, eu começava a aplaudir e nao queria mais parar, era um dos últimos a parar de aplaudir ... Em algum momento, pensei que eu assistiria aquele show repetidamente até amanhecer .... a noite foi um sonho.Falei com ela ... e aí que aumentou ainda mais minha emoção e a convicção que serei um ETERNO Fã.Pau Brasil é tudo de bom !!!!Uma NOITE DE GALA, samba na rua ... na alma!Morena dos olhos d'agua ja era especial pra mim, agora ao lado de Voce Voce, mantem o pódio das músicas que marcam uma época em minha vida ! Época de ouro, onde tive o prazer imensurável de ter presenciado esse show ... e realizado um sonho.To aqui, ouvindo o CD, e pensando quando será a próxima oportunidade que terei de assisti-los novamente ...aliás, to querendo ouvir tudo ao mesmo tempo.Tudo PERFEITO!Valeuuuuuuuuuu".
Fonte: http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=80056&tid=5254002152828362889&na=4&nst=1&nid=80056-5254002152828362889-5254159993157869797

Assunção Costa
"Fui carinhosamente convidada para assistir o show da Mônica Salmaso e para meu espanto não sabia quem era. (quanta ignorância e quanto tempo perdido......meu, é claro!)
Mas rapidamente topei e fui procurar na internet quem era a Mônica. Foi com espanto que me deparei com alguns videos e fui me deslumbrando com a voz maravilhosa da cantora.
Finalmente chegou o GRANDE dia e pude enfim, na última 6ª feira assistir - e na 1ª fila - o maravilhoso show da Mônica Salmaso, acompanhada do Grupo Pau Brasil.
Tenho certeza de que não retribui à altura o convite, pois estava meio que em estado de choque e tentando processar o que tinha acabado de assistir.
Mas aqui vai, não apenas meu agradecimento para a Custódia, que me convidou, como também minha manifestação de alegria e prazer ao "descobrir" tão bela cantora.
Beleza física, beleza de voz aveludada e melodiosa!!!!
A tranquilidade, a segurança no palco e a colocação da voz são PERFEITAS!!!
E a simplicidade e simpatia? Contagiantes!!!!!!!
Parabéns Mônica e parabéns também ao Grupo Pau Brasil que juntos estão arrasando.
Continuem firmes e com a mesma simpatia e simplicidade, mas acima de tudo com o IMENSO bom gosto na escolha do repertório."
(Resenha enviada via e-mail)
Custódia
"Ah, São Paulo, São Paulo... da garoa, do trânsito, do barulho, do trabalho, da pressa... e dessa voz. Feliz és tu, porque foi sob o silêncio do teu céu, ora opaco, ora cinzento, ora chuvoso, que veio ao mundo aquela que se tornaria uma tua estrela brilhante. Felizes são teus pais, Mônica, e feliz é o teu filho. Aqueles, porque são a grande causa, e esse, porque é o efeito mais sublime da fonte inesgotável de talento e beleza na qual te transformaste. E felizes somos todos aqueles que um dia calaram prá pura e simplesmente te ouvir...
(Ah, e feliz é também o Teco, que não é bobo nem nada... rsrsrsrsrsrsrsrs).
Que escrever sobre a temporada no Fecap? Que teve casa lotadaça nos cinco dias, com filas de espera beeem grandes, e que os ingressos voaram feito abelha no mel? Que o show foi recomendado pela Veja São Paulo (de novo), que é tipo assim uma bíblia dos espetáculos da cidade? Que Mônica cantou e encantou, e arrebatou a platéia? Que ela está mais e mais leve e solta no palco? Que ela parecia uma moleca, com formiguinhas nos pés, tão serelepe estava? Que a danada estava uma graça? Que ela não se atrapalha com imprevistos. Que ainda tira um sarro e não perde a pose? Que andou “fazendo lançamento ” do Théo pro mundo, e ainda no outro dia repete a piada e morre de rir? Que dá cada vez mais vontade de levá-la prá nossa casa, ou então de irmos embora prá casa dela? Que o rosto dela se transforma em cada canção? Que quando ela canta Beatriz não há respiração que seu ouça no teatro inteiro?Que o sorriso é dos mais encantadores do mundo? Que a voz dela não tem realmente prá ninguém? Que tudo o que a gente desejava era que o espetáculo fosse noite adentro? Que ela esteve numa felicidade só? E que a fila das pessoas após o show aumenta mais e mais, querendo um autógrafo, uma foto, uma palavra, um abraço? Que mesmo quando o show acaba não dá vontade de ir embora? Que a vontade nossa de aplaudir é irresistível? Que ao final não há uma só face que não se ilumine com um sorriso? Que a simpatia, a humildade, a gentileza continuam de mãos dadas com ela? Que mais posso escrever?
E que falar daqueles capetas do Pau Brasil? Que estão mais e mais generosos com seus parceiros? Que se respeitam até o último gole? Que estão cada vez mais engraçados e divertidos? Que tocam aqueles instrumentos de olhos fechados? Que sabem tuuuuudo de música? Que têm uma postura prá lá de elegante no palco? Que são extremamente gentis e carinhosos com as pessoas? Que são, como já se disse, excepcionais? Que mais?
Dá prá escrever, sim, sobre a receptividade das pessoas, pelo menos daquelas que conheço e que foram, ou por vontade própria, ou pela minha sugestão, até o Fecap. De todas, só ouvi elogios maravilhosos, e ganhei muitos obrigadas. No derradeiro dia, meu “ônibus” comportava vinte e uma pessoas, aí me incluindo. O mais legal de tudo isso, eu acho, é ouvir as pessoas falarem: quando é que vai ter outro show, ou: quando tiver outro você me avisa, ou ainda, eu venho de novo e vou trazer meus amigos. Isso é a melhor recompensa que se pode ter, é a sensação de objetivo alcançado, que é o de pura e simplesmente divulgar um trabalho tão belo, tão divino.
Como já disseram, eu vi o espetáculo pela xistésima vez. No Fecap, minha bengala até já sabe ir sozinha. Me esbaldei em Ribeirão Preto e fiz um belo bate-e-volta pro Rio. E agora, tem a chance de São Carlos. Se fosse Araraquara, Bauru, Marília, eu não ia me mexer. Mas em São Carlos tem um agravante: lá, eu tenho casa e comida... roupa lavada não, porque não precisa. E já sinalizaram com um “é claro que você vem prá cá... “ Então, quem sabe?
Hoje, segunda-feira, foi barra retomar a rotina. Dormi muuuito, acordava, pensando que à noite teria show de novo. Até a ficha cair... A chuva se esbaldava sobre a cidade. Mandei meu compromisso matutino às favas, e fiquei na minha. Depois, não matei a família, mas fui ao cinema. Minha sorte foi que o filme era belíssimo. Felizmente, ganhei o dia. Então, tá".
(Resenha enviada via e-mail)
Sônia
"Hoje , 05/10/08 , foi meu primeiro encontro com Mônica Salmaso e Pau Brasil
Que show!
A simplicidade deste conjunto de estrelas, a cumplicidade , a troca de olhares carinhosos de um para o outro, em pleno gozo da arte, me encantaram.
Fico com Mônica na imaginação, não só como uma grande cantora, mas também como uma grande mulher.
A perfeita integração existente no grupo me confirma: Monica Salmaso e Pau Brasil formam um só corpo orgânico. Não consigo ver um sem o outro.
Resumindo: foi um verdadeiro orgasmo!".
(Resenha enviada via e-mail)
Ísis
"Foi absurdamente lindo!Ver a Mônica cantar é sempre um prêmio! Alma lavada, ouvidos "aveludadamente" cuidados!Gente, que voz é essa que Deus deu à Mônica? Obrigada, sempre!Digo com maior orgulho que temos Mônica Salmaso em nosso país! Canta lindamente essa mulher!:)Fui ao show da sexta-feira saí alegre (MUITO) e ainda tirei foto e ganhei autógrafo no DVD, aliás DVD que não pára de ser visto na minha casa!:)Parabéns e obrigada!"

Carlos
"Quem fez aquele arranjo para "Construção"? O autor - ou autora - merece levar o Grammy".

Tamires
"Minhas impressões?
Mônica é um deleite sempre...Fui no show de gravação do DVD, e tive a honra de voltar a ver a Mônica duas vezes nessa ultima vinda...Fui na quinta e no sábado...E foi maravilhoso.Saí transbordada nos dois dias... Tudo muiiiito LINDO.Nunca me canso de dizer, a voz da Mônica é um instrumento, dos mais belos... Gente, ela faz com que você não saiba ao certo onde termina o instrumento e onde começa a voz. Tem que ser muito TALENTOSA...Gostei muito do show, por que não é um show óbvio. Eles conseguem te surpreender o tempo todo, mesmo tendo visto outras vezes o mesmo show... tudo é absolutamente ENCANTADOR.Uma vez conheci uma pessoa que dizia que a voz da Mônica, era a voz feminina de Deus, e gente, eu assino embaixo. Que voz é essa? Mônica me encanta, me arrepia, me dá borboletas no alma, é, sabe aquelas que a gente tem quando se apaixona? Estado total de encantamento, de plenitude?Muito, muiiiito obrigada Mônica e Pau Brasil.Pelos momentos mais deliciosos das minhas férias... =] Devo essa para vocês.Muito sucesso para eles, eles merecem ser vistos e ouvidos por todo o mundo!Fico na torcida pela turnê na Europa, e com saudades, claro.
E ah, dos meus três convidados de sábado... os três adoraram, e uma, virou fã de carteirinha..."

DVD Noites de Gala é sucesso!!!

O DVD Noites de Gala, Samba na Rua, da cantora paulistana Mônica Salmaso, lançado em julho deste ano, já é sucesso. O DVD já está na lista dos mais vendidos do país. Veja a seguir:
Fonte:http://www.hot100brasil.com/chtdvd.html

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Lançamento oficial do DVD

Por Fernado Lessa
Acaba de ser lançado o DVD do show Noites de gala, samba na rua, em que a cantora Mônica Salmaso interpreta músicas de Chico Buarque. A série de cinco shows (com ingressos já esgotados) que está sendo realizada esta semana no Teatro FECAP, no bairro da Liberdade, marca o lançamento oficial do DVD.
Ontem à noite assistimos este show, um dos melhores que já vi em toda minha vida. As gravações das 15 músicas que compõem o repertório do quinto CD da carreira da cantora fazem jus à emoção provocada pelas versões originais, não deixando qualquer rastro saudosista. Em um trabalho cuidadosamente planejado, Mônica Salmaso e o Grupo Pau Brasil, responsável pelos arranjos, cumprem a difícil tarefa de interpretar Chico Buarque, evitando a recorrente comparação com as versões originais. Com arranjos que exploram toda a riqueza da MPB e a interpretação única da cantora, as canções assumem nova personalidade sem deixar para trás seu DNA de origem. De forma brilhante, a releitura deste projeto musical deixa em patamar de igualdade as versões originiais e os arranjos atuais, não havendo disputa entre o passado e o presente. Cada versão mantém a sua força, ocupando espaços iguais para quem ama Chico Buarque.
Mônica Salmaso simplesmente arrasa quando solta sua forte voz no palco. Intérprete de múltiplas facetas, a cantora entra no espírito de cada uma das canções e transmite forte emoção ao mudar até mesmo sua fisionomia e postura corporal de acordo com a música. Graciosa e bastante à vontade no palco, samba solto tocando seu pandeiro ao interpretar Bom Tempo, da mesma forma em que franze seu rosto e assume uma fisionomia constrita na música construção. Aliás, o arranjo do Pau Brasil para Construção merece especial atenção. Uma releitura harmonicamente perfeita e totalmente inovadora que transmite como nenhuma outra gravação a intensidade desta canção. Ciranda da Bailarina, gravado originalmente por um coro infantil em 1983 para o musical O grande Circo Mistico, ganha a leveza que merecia nos acordes suaves da cantora. O ponto alto do show fica por conta da tocante interpretação de Beatriz, um duo com o pianista Nelson Ayres (responsável pela revelação de Mônica no início de sua carreira) que, segundo Teco Cardoso, marido da cantora, levou o público às lágrimas em todos os shows da Turnê.
Com uma produção impecável, desde a qualidade do som até o sensível trabalho de iluminação que nos leva ao clima das musicas, o show é simplesmente fantástico. Uma demonstração do profissionalismo que mantém, merecidamente, Mônica Salmaso entre os nomes da MPB com maior projeção no exterior.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Mônica Salmaso no Projeto Pixinguinha

A caravana do Projeto Pixinguinha prossegue na TV Brasil com os shows que levaram a várias capitais brasileiras o melhor da música popular brasileira. Nesta semana, são exibidos programas temáticos.

Na segunda, 29 de setembro, as apresentações de Mônica Salmaso, Marianna Leporace, Cida Moreira, Carmélia Alves, Vesper Vocal, Aquattro e Selma Reis, Andréa dos Guimarães (Conversa Ribeira) e Rita Ribeiro reunidas no programa As Cantoras.

Na quarta, 1° de outubro, Os Clássicos reúne Eduardo Neves e Paulinho Moska, Babilak Bah e Eduardo Dussek, Seu Luiz Paixão, Mônica Salmaso, Paulo Padilha e Monarco, Tantinho da Mangueira e Rita Ribeiro, Yamandu e Sons do Cerrado.

Às 20 h
Na TV BRASIL

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Mônica Salmaso numa Conversa Afinada

A cantora paulistana é a convidada do programa “Conversa Afinada” que vai ao ar de terça (02/09) à sexta (05/09), às 23h30 na TVE Brasil. Compacto com os melhores momentos no sábado (06/09), às 17h30.
Durante a minissérie musical, Mônica Salmaso fala sobre o duo de voz e acordeom que faz com o compositor e instrumentista Toninho Ferragutti; e interpreta as canções: Dominguinhos no parque (Toninho Ferragutti), A santinha lá da serra (Moacir Moraes / Vinícius de Moraes), Véspera de Natal (Adoniram Barbosa), Recenseamento no morro (Assis Valente), Vingança (Francisco Matoso / José Maria de Abreu), Casamiento de negros (Domínio público – adaptação de Violeta Parra), Avesso (Alice Ruiz / Ceumar), Violeira (Tom Jobim / Chico Buarque) e Baião de quatro toques (Zé Miguel Wisnik / Luiz Tatit).
No Rio de Janeiro, a TVE está no canal 2 da TV aberta, UHF 32 e NET 18. Em todo o Brasil o sinal é transmitido em circuito fechado pelos sistemas de TV por assinatura da SKY (canal 94) e da NET (em alguns municípios). O sinal da TVE enviado por satélite não está codificado e pode ser recebido pelas antenas parabólicas no canal 3, freqüência 3760.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Três é demais!!!

Por Valéria Nanci

Quer saber o que a Mônica faz quando não está cantando? Ela está cantando! É isso mesmo: a Mônica, desde sempre, faz parte de diversos projetos paralelos à sua carreira. E, por vezes, estes projetos direcionam novos e bons caminhos. Já vimos as seguintes formações de sucesso no decorrer da vida da mesma:
Mônica Salmaso + Paulo Bellinati;
Mônica Salmaso + Benjamin Taubkin;
Mônica Salmaso + André Mehmari;
Mônica Salmaso + Toninho Ferragutti;
Mônica Salmaso + Orquestra Popular de Câmara de São Paulo;
Mônica Salmaso + Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo;
Mônica Salmaso + Pau Brasil.

Fora os projetos paralelos, Mônica ainda arranja tempo para fazer participações especiais em shows de outros artistas. É interessante como, da sua própria generosidade (que não é mais novidade), surgem coisas bacanas para que ela siga sempre à diante e cada vez melhor. O mais recente encontro de sucesso deu-se no dia 27 de agosto de 2008, quando juntou-se à Ceumar e ao Lui Coimbra no lançamento do CD solo deste.

Pra quem quiser conferir: http://www.youtube.com/watch?v=vgumW1mtwbw?v=vgumW1mtwbw
Tava certo quem disse que três é demais. Realmente, três é demais: "Demais da conta".
E viva à boa música brasileira!!!
Fonte da imagem: http://www.circusproducoes.com.br/blog/

terça-feira, 19 de agosto de 2008

CURIOSIDADES...

Salmaso já foi apontada pelo crítico Jon Pareles, no The New York Times, como um dos principais nomes surgidos na música popular brasileira. Seus CDs Trampolim e Voadeira foram inclusive lançados em países europeus, Japão, EUA, Canadá e México. Participou, ainda, com destaque cantando no filme Vinícius, sobre a vida e obra do poetinha. E mais: no CD Carioca, de Chico Buarque, ela interpreta Imagina, de Buarque e Tom Jobim.

Fonte: http://www.opovo.com.br/opovo/colunas/soniapinheiro/780388.html

sábado, 16 de agosto de 2008

"É DOCE MORRER NO MAR", bem como É DOCE OUVIR A MÔNICA CANTAR.

Por Valéria Nanci

Não é de hoje que Mônica Salmaso reverencia Dorival Caymmi em diversas entrevistas quando questionada sobre suas influências musicais. Neste 16 de agosto de 2008, dia da partida do mestre, vimos, através deste, homenageá-lo e, ao mesmo tempo, ratificar a linda relação da Mônica Salmaso com as canções deste baiano que sabia, como ninguém, cantar as belezas do mar de sua terra.


Parte I – Mônica cita Caymmi:
Em entrevista ao site gafieiras (em 2003) a Mônica dissera sobre suas influências musicais:
“Na casa dos meus pais tinha uns vinis de MPB que eu gostava (...)
Tinha um disco importante: um do Dorival Caymmi que era furado porque eu ouvia muito (...). Era um disco cor-de-rosa, não sei que nome ele tem. Ele é branco com cor-de-rosa. Quase tudo ele cantando sozinho. E tem ele e a Nana cantando “Acalanto”, que é trash!. É muito lindo e eu ouvia muito. Então isso eu ouvia e cantava junto. Eu via shows, eu achava bonito, colorido também, mas muito distante. Eu não sabia o que era, o que poderia ser cantora, não tinha nenhuma referência...”.
Fonte: http://www.gafieiras.com.br/Display.php?Area=Entrevistas&SubArea=EntrevistasAllPartes&ID=22&IDArtista=21&css=2



Parte II- Mônica grava Caymmi:
Mônica Salmaso tem um total de seis CDs lançados em sua discografia e, em quatro deles, ela incluiu Caymmi no seu set list. Com efeito, vale ressaltar, que certamente só não o pôs nos outros dois, porque eram projetos voltados para Vinícius e Baden Powell (o Afro-sambas) e Chico Buarque (o Noites de Gala, Samba na Rua), caso contrário...
A seguir os CDs gravados pela Mônica que possuem canções do Caymmi:
CD Trampolim – Mônica gravou “O bem do mar”;
CD Voadeira- Mônica gravou “O vento”;
CD Iaiá- Mônica gravou “É doce morrer no mar”;
CD Nem 1 Ai – Mônica gravou “Lenda do Abaeté”.

Bem, cabe-nos aplaudir este grande mestre e reverenciá-lo tanto quanto a Mônica sempre o fez. Cabe-nos, também, agradecer à Mônica por garimpar, sempre, grandes preciosidades, como as do Caymmi, e nos fazer, cada vez mais, apropriados de uma musicalidade que poucos nos propiciam.
"É DOCE MORRER NO MAR"... E mais doce ainda é ouvir a Mônica cantar...


segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Turnê Noites de Gala, Samba na Rua - Edição RIBEIRÃO PRETO

Show em Ribeirão Preto
Por Custódia Rosa
Me ponho cá a escrever, antes que minha memória se esvaia e eu me atire a devaneios, e ainda na tentativa de não voltar à real, de permanecer naquele lugar, embalada pelos sonhos, pela felicidade e por aquela voz....
O teatro de Ribeirão Preto é belíssimo, enooooorme, com aquele teto envidraçado, que dá a impressão ora de pássaros, ora de anjos esvoaçando pelo espaço.
E a gente chegou cedo, prá preparar a alma. Olhava prá trás e as pessoas chegando aos poucos. O horário se aproximando, e minha amiga Inês me olha, preocupada: acho que não vai encher não, já tá quase na hora... Onde é que estão as pessoas? Eu falava: calma, eu confio no meu taco...
De repente eu falei: olha prá trás... Foi chegando aquele povo todo, tomando os lugares nas galerias e nas frisas... Não se viu mais um só lugarzinho vazio...
E aí tudo começou (prá mim, de novo, porque foi minha décima quinta vez, mas com emoção de primeira...). É sempre assim: não dá prá descrever o que a gente sente. Primeiros acordes. A Mônica entra, e parece que o mundo pára. Os ouvidos se abrem, e é como se amolecessem, entorpecidos pela beleza, pelo encantamento da hora.
E tudo ali vai deslizando com muita graça e respeito. A volta do malandro, me parece, é um convite prá sair bailando, com o pensamento na ponta dos pés. Depois, em Quem te viu, quem te vê, vem a imagem do Chico à cabeça, prá em seguida a gente se voltar prá ela de novo. É impossível não olhar prá Mônica enquanto ela canta. Eu já tentei, não consegui ...
Ciranda da bailarina é um chamado ao brincar, a, enfim, soltar as últimas amarras da tensão inicial que de todo mundo se apodera. É um momento por demais encantador. E é o meu momento de berrar “Que lindoooooo!” depois da última nota naquela caixinha mágica que ela tem nas mãos. (É esse um segredo nosso que agora compartilho: foi a maneira que encontrei de dizer prá ela que estou por ali...).
Particularmente, me senti meio “maestro”, regendo aquele monte de mãos na hora dos aplausos. É mais ou menos assim. Tudo termina de maneira tão suave, tão delicada, que as pessoas parecem ter medo de aplaudir. Vai que ainda não acabou, né? E é tão angustiante aquele segundo entre a última nota e o tempo de a ficha do público cair, que eu, por várias vezes, tratei de fazer a minha parte antes dos outros. Eu de bom grado passaria essa bolinha prá outras pessoas, e fico bem feliz quando a platéia é barulhenta como eu.
Construção é bem assim: a gente fica hipnotizado olhando pras mãos da Mônica batendo naquele tambor (é, acho que é tambor), porque é como se a consciência da música por ali desse seus ares.
O velho Francisco (não, não vou falar de todas, e nem sei se estou em seqüência, não decoro nada, e prá cada apresentação, faço um “delete” na memória), faz a gente, não sei por que, sentir vontade de chorar.
Bom tempo é de uma gentileza, é de uma vontade de pedir licença e embarcar naquele domingo de sol, vontade de ouvir o radinho, vontade de falar pro cara de como ele é sortudo e feliz...
E antes vem aqueles caras do Pau Brasil arrebentando com o Pulo do Gato, e a gente acaba nem acreditando naquilo que vê e ouve, parecem uns diabinhos fazendo arte, tão à vontade, tão senhores dos seus instrumentos ...
E quando Mônica foi falar do grupo, entre outras, disse: Eles tão carecas de saber do meu jeito de cantar... Todo mundo caiu na risada, e acho que ela nem percebeu porque tava todo mundo rindo. Afinal, só quem tem cabelo total lá é o Rodolfo, né?
E tão inebriada fiquei ouvindo pela primeira vez Flor da Idade, tão linda, tão Chico Buarque... tão Mônica....
Já tô carequinha de ouvi-la contar a historinha da ode aos ratos, mas todas as vezes me arrebento de tanto rir.
“Terminar” com Partido Alto é um tiro tão certeiro, tão “na mosca”, tão prá cima, já deixa todo mundo tão feliz que, quando voltam prá Beatriz, as pessoas, boquiabertas, se entregam junto com ela naquela interpretação magistral. Aliás, tem uma historinha bem legal aqui. Quando Mônica e Nelson voltaram prá Beatriz, um afoito lá de cima soltou: Beatriz! Ao que outro cá de baixo devolveu: Nããão! É Mônicaaaaa! Muuuito lindo!
E vai me dando uma vontade de chorar antes de começarem a Moda. Porque foi lindo, porque eu vi de novo, porque logo vai acabar, porque a saudade já de pronto se anuncia.
E depois teve o encontro no camarim, que esse eu não conto não, vou guardar só prá mim.
Acho que posso afirmar que esse espetáculo de Ribeirão foi o mais lindo que assisti, pelo teatro em si, e também pela quantidade de pessoas presentes. Pela alegria e assombro estampada no rosto delas E também por tudo o que significou prá nós. Pegar mais de quatro horas de busão (sem contar a história da compra dos ingressos), deixar criança em hotel, se matar de comer provolone a milanesa mais o chope do Pinguim, ouvir a Mônica me chamar de maluca, louca, doida (se existir Céu como dizem que existe, esse é um momento que quero levar comigo), e agora ver minha amiga Inês “amaluquecida” pelo show e já de quatro pela Mônica, jurando fazer agora o caminho inverso, prá ver o show aqui em Sampa.
Setembro é um mês divino, lindo mesmo, mas pela primeira vez eu gostaria que ele desse um jeito de sumir do calendário. Prá chegar logo o outubro, e eu assistir de novo lá no Fecap. Pela décima sexta vez.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Encontre cifras

Encontre cifras das canções interpretadas pela Mônica.
Acesse o site: http://www.cifras.com.br/monica-salmaso/

Fonte da imagem: http://www.cifras.com.br/monica-salmaso/

Encontre letras

Para quem procura as letras das canções da Mônica, uma boa dica é o site abaixo. Nele se encontra 85 músicas da artista.
Link: http://letras.terra.com.br/monica-salmaso/

sábado, 26 de julho de 2008

A voz que nos faz madrugar: Mônica Salmaso no Som Brasil.

Linda a participação da Mônica ontem no Som Brasil - e que participação, hein?! Mostrando-se "solta" e feliz, Salmaso fez muita gente ficar acordada "madrugada adentro" para vê-la na sua já conhecida apresentação divinal. E é algo divino mesmo - sério! Como diria um amigo meu (o Edson): "Depois que ouvi a Mônica cantar, descobri que Deus existe".

"Para cantar Edu, o ‘Som Brasil’ convidou a premiada cantora paulista Mônica Salmaso, que interpreta as canções ‘Beatriz’, ao lado de Nelson Ayres, ‘Ciranda da Bailarina’ e ‘Casa Forte’. A cantora faz um dueto com Edu Lobo, interpretando a música ‘A História de Lili Braun’. “Eu conheço o trabalho da Mônica há muito tempo e sou fã dela”, disse o homenageado durante as gravações." (http://sombrasil.globo.com/)
Que venham as madrugadas... se assim for necessário para ver e ouvir a Mônica, estaremos lá: acordados. Vale a pena, e sempre valerá, sabe porquê? Porque MÔNICA SALMASO É PARA POUCOS - só quem sabe o que é bom entende toda essa necessidade divinal de sua musicalidade.

Obrigada Mônica!

Fonte da imagem: http://sombrasil.globo.com/

DVD é produto em destaque no site da Biscoito Fino.

Lançamento esperado, o DVD Noites de Gala, Samba na Rua, já é destaque no site da Biscoito Fino. Vale a pena comprar e conferir essa jóia rara.






Acesse:www.biscoitofino.com.br
Fonte da imagem: www.biscoitofino.com.br

quinta-feira, 24 de julho de 2008

SOM BRASIL com MÔNICA SALMASO: é amanhã!!!

Você já pode assistir à gravação do Som Brasil com a Mônica Salmaso em homenagem a Edu Lobo.
Segundo consta no site do programa, ela participa com 4 canções: Beatriz, Ciranda da Bailarina, A História de Lili Braun e Casa Forte - as 3 primeiras estão disponíveis para acesso de áudio e vídeo.
Mas, não perca na Rede Globo: vale a pena gravar o programa e ver a Mônica com qualidade de áudio e imagem na transmissão amanhã.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Mônica Salmaso lança pela Biscoito Fino o DVD Noites de Gala, Samba na Rua , só com músicas de Chico Buarque.

Gravado em março de 2008 no teatro Fecap em São Paulo, o show que já passou pelas cidades de Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Belo Horizonte, Brasília, Goiânia, Salvador, Aracaju, Recife, Fortaleza, São Luis, Belém, Manaus, São Paulo e Rio de Janeiro, é lançado em DVD pela gravadora Biscoito Fino. Ao lado do quinteto Pau Brasil, formado por Nelson Ayres (piano), Paulo Bellinati (violão e cavaquinho), Teco Cardoso (sax e flautas), Ricardo Mosca (bateria) e Rodolfo Stroeter (baixo), Mônica Salmaso contempla diversas fases do autor, além de duas músicas que não constam no cd, a instrumental ''Pulo do Gato'' de Paulo Bellinati e a divertida ''Moda do Pau Brasil'' de Rodolfo Stroeter, onde se faz a apresentação dos músicos. Do Chico inicial, tratado como herdeiro de Noel Rosa na prolífica década de 60, Mônica selecionou quatro faixas. Os sambas ''Quem te viu, quem te vê'' (de cujos versos foi retirado o título do álbum) e ''Logo eu''; o clássico ''Morena dos olhos d´água'' e o raro e irresistível maxixe ''Bom tempo''. Da década de 70, período em que as canções de Chico Buarque tornaram-se emblemas contra a ditadura estão ''Construção''(aqui flertando com a música contemporânea), ''Partido Alto'', ''Basta um dia'' (da peça ''Gota D´água'') e ''Olha Maria'', parceria de Chico com Tom e Vinicius. Nos anos 80, quando Chico incorporou definitivamente a condição de unanimidade nacional, entram ''A volta do malandro'' (feita para o filme ''A Ópera do Malandro'', de Ruy Guerra); ''Beatriz'' e ''Ciranda da bailarina'' (parcerias com Edu Lobo para ''O Grande Circo Místico''); ''O velho Francisco'' e ''Suburbano coração''. ''Você, você'' (parceria com Guinga) é a faixa da sofisticada maturidade de Chico, a partir dos anos 90, selecionada para este álbum. A química entre a voz precisa de Mônica, a sonoridade jazzística do Pau Brasil e as canções de Chico Buarque, perpassa quatro décadas de criação do maior compositor brasileiro. Compositor cultuado por Mônica desde o início de sua carreira, Chico Buarque convidou a cantora para participar de seu mais recente CD, ''Carioca'', com quem dividiu os vocais em ''Imagina''. Mesmo tendo ligação forte com o Pau Brasil, é a primeira vez que Mônica canta acompanhada por todos eles. Ela conta: ''Com Paulo Bellinati, gravei meu primeiro CD, Afro-Sambas. Rodolfo Stroeter é o produtor dos meus discos desde Trampolim, de 1998, relançado pela Biscoito Fino em 2006. O Teco Cardoso, com quem hoje eu sou casada, trabalha comigo desde 1998 em discos e projetos, como a Orquestra Popular de Câmara. Ricardo Mosca eu conheço desde 1990, quando comecei a cantar. E com o Nelson Ayres trabalhei pela primeira vez em 1993, quando ele me convidou para participar de uma edição de O Grande Circo Místico'' , explica. O DVD é dirigido por Mario de Aratanha, diretor que tem quase 40 anos de vida musical e que trouxe para o DVD seu olho apaixonado por música e cinema. O resultado é, segundo a cantora, ''um DVD de música! Onde a imagem, a luz e a edição colaboram para a escuta. O que a gente queria era um DVD onde a nossa intimidade musical fosse mostrada respeitando sempre a delicadeza da música. Isso acontece no DVD!''.

Fonte: http://www.biscoitofino.com.br/bf/cat_produto_cada.php?id=388

sexta-feira, 18 de julho de 2008

DVD Noites de Gala, Samba na Rua: quentinho - direto do forno!!!


DVD, ao vivo, gravado em março de 2008 no teatro Fecap em São Paulo, registra o show homônimo, que já passou pelas principais capitais do país. Ao lado do quinteto Pau Brasil, formado por Nelson Ayres (piano), Paulo Bellinati (violão e cavaquinho), Teco Cardoso (sax e flautas), Ricardo Mosca (bateria) e Rodolfo Stroeter (baixo), Mônica Salmaso contempla diversas fases do autor Chico Buarque.
Faixas:
1- A Volta do Malandro
2- Quem te Viu, Quem te Vê
3- Você, Você
4- Ciranda de Bailarina
5- Construção
6- Olha Maria
7- O Velho Francisco
8- Basta um Dia
9- Logo Eu
10- Morena dos Olhos D'Água
11- Pulo do Gato
12- Suburbano Coração
13- Bom Tempo
14-Partido Alto
15-Beatriz
16-Moda Pau Brasil
Pré-lançamento pela Livraria Saraiva - produto em pré-venda.
Lançamento previsto para 25/07/2008.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

CDs NEM 1 AI & NOITES DE GALA, SAMBA NA RUA: um é sucesso... e o outro: também.

"Mônica Salmaso afirmara para mim, certa feita, que apesar de totalmente mergulhada e focada na Turnê do CD Noites de Gala, Samba na Rua, estava muito feliz e orgulhosa do lançamento de seu outro CD "Nem 1 ai" que a Biscoito Fino fizera em meio ao sucesso de público e crítica dos shows que circulavam o Brasil naquele momento. Não diferente, muitas foram as pessoas que ficaram igualmente felizes em ter um outro registro fonográfico da Mônica. Estamos: eu, você e a Mônica felizes, certo? Certo... Então ficamos combinados assim: NEM 1 AI & NOITES DE GALA, SAMBA NA RUA: um é sucesso... e o outro: também...".
Valéria Nanci




"Mônica Salmaso lança disco gravado há oito anos
Nem 1 ai destaca diálogo da cantora com grandes músicos




Mônica Salmaso constrói sua carreira de maneira íntegra e sólida: sua voz afinadíssima faz par com repertório cuidadosamente selecionado e músicos de grande valor. A cantora procura sempre a perfeição. Sua voz é certeira, a interpretação carrega na sensibilidade e os arranjos são cuidadosamente lapidados para esses encontros . Mais um exemplo desse processo artesanal e pouco convencional de trabalho está em Nem 1 ai, gravado em 2000 e só agora editado em CD pela Biscoito Fino.
Em busca da emissão perfeita e da nota cuidadosamente afinada, Mônica segue um caminho que não é nada fácil. Um show seu é como um concerto de música popular. Seus discos são gravados em laboratórios, em que os músicos e a cantora se juntam em uma incansável viagem que busca os elementos perfeitos para a fórmula funcionar. Nesse ambiente de limpeza perfeita, às vezes a emoção da cantora fica em segundo plano em prol da técnica. Essa assepsia não pode (melhor, não poderia) ser confundida com frieza.
Mesmo em um caminho não convencional Mônica Salmaso vem aumentando seu alcance aos poucos, construindo uma relação sólida e consistente com o público. Não é o trajeto mais fácil, mas traz a certeza e a confiança do que é verdadeiro quando toca fundo no sentimento das pessoas. Quem se identificar com sua arte vai ser fiel a cantora que não faz concessões.
Em 2007 Mônica lançou seu melhor trabalho, o disco mais quente de sua carreira. Dividindo com o excelente grupo Pau Brasil (que merece no mínimo 50% do mérito), a cantora interpretou composições de Chico Buarque em Noites de gala, samba na rua. As releituras agradaram tanto que até o próprio homenageado se encantou, convidando Mônica para dividir com ele o palco do Circo Voador.
Nesse sentido Nem 1 ai não alça vôos mais altos. Os elementos que fizeram Mônica chegar até aqui já estão todos nesse álbum, gravado há oito anos. O repertório foge do óbvio e prima belo bom gosto, excelentes músicos fazem par com a cantora em arranjos tão bonitos quanto sofisticados. Mas não chega a superar os dois últimos trabalhos assinados por ela.
Uma das mais louváveis características de Mônica Salmaso é que ela não se apresenta como uma cantora acompanhada pela banda. Ela faz questão de se colocar em meio aos músicos, mais uma integrante. Sua fiel parceria com o produtor/compositor/baixista Rodolfo Stroeter garante o sucesso desse formato. Em Nem 1 aí a dupla conta com outros grandes talentos como os de André Mehmari (piano), Tutty Moreno (percussão), Nailor Proveta (sopros) e Toninho Ferragutti (acordeon). Todos com participação fundamental no trabalho e devidamente creditados na capa.
O repertório passa suave por músicas bem conhecidas como Derradeira primavera (Tom e Vinicius) e Joana francesa (Chico Buarque). Visita o universo de Caymmi em Lenda do Abaeté, resgata o folclore de Bate canela que casa com Kaô, parceria de Gilberto Gil e Rodolfo Stroeter. Termina com o samba Mora na filosofia, uma espécie de malandragem vestida com roupa de gala.
Mônica não se intimida e consegue imprimir sua digital em canções que ficaram marcadas anteriormente. No campo das grandes cantoras, relê Saudades dos aviões na Panair, parceria de Milton Nascimento e Fernando Brant imortalizada por Elis Regina, e Esconjuros, da dobradinha mágica de Guinga e Aldir Blanc gravada magistralmente por Leila Pinheiro.
Nem 1 ai vem de uma apresentação da cantora em São Paulo. Depois do show bastaram duas sessões no estúdio para registrar. A edição em CD não pretende trazer novidades e nem surpresas; não é esse o objetivo da cantora. O lançamento vem para disponibilizar e tornar público o trabalho que estava guardado. Nem 1 ai é mais um passo da cantora na formação de uma carreira sólida e independente, que não busca o sucesso fácil e sim uma carreira consistente."

segunda-feira, 14 de julho de 2008

MÔNICA SALMASO NO SOM BRASIL: NOTÍCIA OFICIAL



O Som do Brasil em alto estilo.
No dia 25 de Julho, o Som Brasil segue a temporada 2008 homenageando mais um grande intérprete da MPB, depois do Programa do Jô, com a exibição de Som Brasil – Edu Lobo.Sob o comando de Letícia Sabatella, a 4ª edição do Som Brasil deste ano tem como convidados Zizi Possi, versátil cantora de voz atraente e com notável repertório internacional; Mônica Salmaso, que repete o sucesso da parceria com o Grupo Pau Brasil; Thaís Gulin, irreverente cantora e compositora curitibana; e Nação Zumbi, banda fundada pelo lendário Chico Science, que fundou o movimento Mangebeat. Juntos com Edu, eles relembram sucessos como Ponteio, Vento Bravo, A História de Lili Braun, Canção do Amanhecer, Beatriz, Ciranda de Bailarina, Casa Forte, Corrida de Jangada, Choro Bandido, Pra dizer Adeus, Cirandeiro, Upa Neguinho e Viola Fora de Moda.Aos 64 anos, o cantor, compositor e violeiro carioca Eduardo de Góis Lobo, o Edu Lobo, consolida uma carreira admirável. Filho do também compositor Fernando Lobo, especializou-se em violão, iniciando-se nos anos 60 com forte influência da bossa nova. Com a parceria de Vinicius de Moraes, veio seu primeiro prêmio em 1965 pela canção Arrastão e, com Capinam, gravou Ponteio, Corrida de Jangada e Cirandeiro. Ao partir para espetáculos teatrais, Edu Lobo compôs em 1964 ao lado de Gianfrancesco Guarnieri Upa Neguinho, cantada mais tarde por Elis Regina. Desta empreitada teatral, iniciou-se ainda uma duradoura parceria com Chico Buarque em 1963, com quem compôs Choro Bandido, História de Lili Braun, Beatriz e Ciranda da Bailarina. Em 1981, lançou com Tom Jobim o sucesso “Edu e Tom” e nos anos 90 continuou lançando discos com músicas inéditas e compondo trilhas sonoras. Hoje, com um repertório de quase 200 obras, Edu Lobo ocupa seu lugar na constelação de estrelas que rege nossa MPB.

sábado, 28 de junho de 2008

Turnê Noites de Gala, Samba na Rua - Edição SÃO LUÍS

NOITE DE ÊXTASE


Pode(ría)mos simplesmente torcer o nariz e repetir a pergunta: "mais um tributo a Chico Buarque?". E, mais que isso, achar fácil fazê-lo, já que material é o que não falta. Mas o resultado conseguido por Mônica Salmaso e pelo grupo Pau Brasil em Noites de gala, samba na rua é algo incrível. O repertório é equilibrado: a turma não se limita aos grandes clássicos buarqueanos, tampouco grava/toca somente o lado b do lado b.Perfeito o disco, perfeito também o show baseado em seu repertório, apresentado no Teatro Arthur Azevedo, sexta (6) e sábado (7), 20h. Som, luz, repertório, inte(g)ração entre os músicos e a cantora (que também se arriscava numa percussão ocasional) e entre os músicos entre si: musicalmente, eis a perfeita tradução para a palavra perfeição, sem exageros de novela mexicana ou redundâncias do blogueiro.Novidades a cada canção do repertório, músicos se revezavam no palco, e Salmaso ia trocando intimidades com um e com outro, ficando sozinha com Nelson Ayres (piano), Paulo Bellinati (violões), Rodolfo Stroeter (contrabaixo), Ricardo Mosca (bateria) e trocando até beijinho na boca com o marido Teco Cardoso (sax e flautas). A banda masculina do público presente não ficou com ciúmes, extasiadas que estavam, todas as almas ali presentes.Mônica contou histórias, falou de sua relação com São Luís, cidade que ilustra em p&b o encarte do disco, agradável surpresa. E se disse feliz pelo patrocínio do Bradesco Prime, que estava oportunizando a turnê que percorreria 21 cidades brasileiras em 42 shows com ingressos a preços populares (na capital maranhense custavam R$ 20,00 e R$ 10,00 -- meia para estudantes com carteira --, mas eis o show que você pagaria R$ 100,00 ou mais e não se arrependeria, pode ter certeza). Eu, que não gosto de bater palmas para bancos, tive que me render: feliz iniciativa.Silenciei quase sempre quando pensei em fazer qualquer comentário com o trio de amigos que me acompanhava: o show não podia ser interrompido por absolutamente nada. Deixei todos os comentários para após o show (desnecessários, nada do que eu diga, traduz) e não os fiz, mesa de bar que não fui após, pra quê serve este blogue?Nem mesmo cantar, acompanhando a parte mais conhecida do repertório, eu quis. Trincar o cristal da audição com a pedra bruta de minha voz? Nem pensar...Imperfeição, Graziela tinha compromisso com um curso no horário do show e não pode me acompanhar. Sim, houve um vazio imenso na noite. Mas disso, nem Mônica Salmaso nem o Pau Brasil têm culpa.


Fonte: http://zemaribeiro.blogspot.com/2008/06/noite-de-xtase.html

Cantora contou com forças “cybernaturais” para gravar Noites de Gala, Samba na Rua

Foi sob a garoa de uma típica noite de outono paulistana que Mônica Salmaso, armada até os dentes de música e excitação, escolheu o palco do Teatro FECAP no bairro da Liberdade, centro de São Paulo, para gravar o DVD de Noites de Gala, Samba na Rua, quinto disco da cantora pelo selo da Biscoito Fino - mas não sem antes agradecer aos responsáveis para que aquele momento fosse realizado.
O registro, uma aventura de releituras buarquianas em parceria com o grupo Pau Brasil, recebeu o apoio de um abaixo-assinado virtual promovido pelo Orkut para que se concretizasse. O evento aconteceu em 13 de março, mas a história por trás da gravação começou há quase três anos, em Feira de Santana, Bahia.
A idéia foi da professora de Geografia e estudante de publicidade Valéria Nanci, que se dizia cansada de ver o trabalho de Salmaso pouco veiculado pela mídia, além dos CDs vendidos a preços exorbitantes nas lojas virtuais, já que em Feira de Santana pouco se encontra algo da cantora disponível para compra.
O primeiro contato dela com a artista aconteceu em 2000, mas só um ano depois, numa reprise do show feito por Salmaso no Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia [IRDEB] transmitida pela TVE [BA], é que Valéria atentou para o potencial da cantora. “Percebi ali que não tinha me interessado logo de cara pelo trabalho dela porque ainda não tinha mergulhado no mundo de Mônica Salmaso”, relembra a fã. A relação com Salmaso vem da mesma época. A professora se correspondia freqüentemente com a cantora via e-mail, e chegou ela mesma a produzir um DVD com apresentações aleatórias da artista.
A peregrinação em prol desse novo DVD começou em agosto de 2005, através de um e-mail enviado por Valéria ao gerenciador da comunidade da Biscoito Fino no Orkut, que naquela época só possuía 399 membros . A proposta de fazer um abaixo-assinado virtual não era simples de ser aceita, mas a fã conta que não custava nada arriscar. “Me comuniquei com o administrador da comunidade pedindo que falasse com a Olívia Hime [dona da gravadora], pra checar a possibilidade de fazer um DVD. Ele me respondeu que se eu conseguisse umas 300 assinaturas, daria certo”.
A solução encontrada por Valéria foi usar a mesma ferramenta que a aproximou da gravadora para divulgar a petição. Para colher o maior número possível de assinaturas, foi criado o tópico na comunidade da Biscoito Fino, e logo após o link com acesso direto ao “documento” também foi postado em comunidades relacionadas a artista para atrair outros simpatizantes a causa.
Até o dia da gravação, a comunidade possuía cerca de 150 assinaturas, correspondente a metade do número requerido pela gravadora para promover o show. Se contribuiu para o registro ou não, Valéria alega que o importante mesmo é ele ter acontecido. “Saber que por conta dele a gravadora resolveu apostar mais no trabalho da Mônica, pra mim, é que foi um presente!”. O DVD segue em pós-produção, ainda sem previsão de lançamento.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Turnê Noites de Gala, Samba na Rua - Edição BELÉM

EQUIPE (MÔNICA SALMASO)




por Regina Makarem, de Belém

Noites de gala, samba na rua – no Theatro da Paz
Mônica Salmaso apresenta seu raro talento e a imbatível simpatia pela 4ª vez em Belém. No dia 17. Cativou, por artes feiticeiras de sua voz personalíssima – gente, desculpem, mas aqui cabe o superlativo – uma fatia substancial do público mais exigente. Na entrevista ao jornal local, conseguiu a proeza de empolgar uma apresentadora que, de hábito, é contida, para não dizer sisuda... estavam as duas ao ponto de trocar intimidades de comadres, tal o poder natural de Mônica em deixar as pessoas desarmadas, à vontade. Humor constante e inteligente, excelente contadora de estórias, com tiradas que não sei de onde as saca com tanta precisão e galhardia. Há de ser uma adorável companhia.
Das vezes em que fui assistir a cantora, surpreendeu-me a lotação das casas e a devoção da platéia, os arroubos, exclamações apaixonadas, até o ponto de ver, aqui e ali, uma mal disfarçada lágrima. Minha, inclusive. E desta vez, também da filha que já encontrei a minha espera, num dia apertado assaz apertado mas que não a impediria de desfrutar de tal menu. Assistimos a tudo bem juntinhas, uma protegendo a outra das artes traiçoeiras da emoção mais funda, que nessas horas pode representar um duro vexame...
Bom, o teatro lotou. Mônica ousou, apostou no sonho que não saiu mais do seu coração desde que entrou uma vez no teatro da Paz, quando hospedada num hotel ao lado e assistiu a um ensaio. Conta que desejou intensamente cantar ali. Até que conseguiu o patrocínio do Bradesco Prime para levar o show a 21 cidades brasileiras. O sonho aconteceu. Queria oferecer o espetáculo um preço acessível e conseguiu. Mas estou atropelando a narração dos fatos que realmente interessam.
O show traz ao público, oficialmente, o disco “Noites de Gala, Samba na Rua”, reverenciando o compositor Chico Buarque. Acompanhada pelo Quinteto Pau Brasil, Mônica Salmaso retira da sua alma todo sentimento que sorveu das canções do nosso ídolo. E tudo espalha, magnânima, num tapete de sons prateados. Porque Chico é o nosso ídolo. Sem discussão. E tal homenagem, em vida, deve ter sido inestimável presente de fã e artista, que a ele comoveu.
A atual formação do Quinteto Pau Brasil é: Nelson Ayres (piano), Rodolfo Stroeter (baixo), Teco Cardoso (sax e flautas), Ricarado Mosca (bateria) e Paulo Bellinati (violão). Imaginem o que é escutar e ver, sentir toda vibração de Mônica Salmaso acompanhada por tais instrumentistas. Impossível descrever, principalmente em se tratando de alguém sabidamente ignorante musicalmente. Falo de mim, claro. Mas vocês bem conhecem esses músicos respeitáveis, que preservam as raízes dos nossos sons, mesmo interpretando um som universal, de tantos matizes, sempre inventivos, apaixonados e capazes de inovar. Não é fácil. Mas eles fazem parecer que sim, do jeito que brincam com os sons e se mostram divertidos.
Já escrevi sobre a Mônica muitas vezes. Já comentei o disco. Não vou me repetir, porque reconheço que me esgoto na primeira apresentação. Conto apenas um pouquinho do que se passou naquele espetáculo de quase 2 horas. Começou com A Volta do Malandro lançou chispas pelo teatro, eletrizando logo todos os corações, e desta vez a moça se vestiu de brilhos - quem diria? -, num casaquinho de arco-íris. Ela que exagera somente no brilho da voz e se mostra tão limpa de qualquer adereço, com isso destacando ainda mais a pureza do seu canto. Voz de santa, como disse o Rodolfo Stroeter, diadema e véu... Ensaia uns passos de dança, impecavelmente conduzida por tantos e tão exímios cavalheiros de uma vez. Seus gestos são suaves e certeiros, como notas musicais afinadas e perfeitamente cadenciadas. Bonito de se ver.
Quem te viu e quem te vê a gente pode imaginar que não suportaria escutar de novo. Mas além da delícia da voz, vem em contraponto com a flauta do amado, num dueto que é puro amor, festejado pelos demais instrumentos. Me fez pensar: com um Quinteto assim, quem sabe até eu me deixaria arrebatar desse jeito?... Se tivesse a graça celestial de cantar assim. É claro. Que tolice a minha.
Terminado o número, Mônica confessa seu carinho por Belém, contando tudo desde a primeira apresentação pelo Projeto Pixinguinha, numa noite de chuva tão forte que quase não acontece o show. Nem eu fui porque o local de apresentação não estava preparado para um toró de tal intensidade. Conta que ficou surpresa e emocionada com o público que ainda assim, contra todas as intempéries, compareceu. Me contaram que ela chorou. Linda.
Chico conta que fez Você Você (Guinga e Chico Buarque) para o neto. Ela a princípio achou estranho, mas percebeu que tudo se encaixava e ficava ainda mais bonita a canção dentro dessa perspectiva. E tudo fez mais sentido quando o filho Téo nasceu. Minha sensibilidade não alcançou este sentido. Só acho que ela deveria ter soltado os cabelos no meio da interpretação. Por que amarrar os cabelos daquele jeito?
Para a canção seguinte, um intervalo de afinação com uma caixinha que Mônica tocaria, não sei que instrumento seria aquele... demorou um pouco e de repente, um coro de oh! ahhh!.. de pura delícia ecoou pelo espaço. Da outra ponta onde estava o Bellinati, derramam-se bolinhas coloridas de sabão, sopradas pelo violonista, e em acordes que respondiam a espécie de caixinha de música da Mônica, tem início a Ciranda da Bailarina. É isso mesmo, foi um momento mágico (como dizer de outra forma?), Larissa deitou a cabecinha no meu ombro e minha alminha saiu lépida até o palco, ensaiando passinhos trôpegos da bailarina que eu quis ser quando criança... cantamos junto, Larissa e eu, mas bem mansinho, até a garganta apertar demais...
Se me perguntassem – e por que alguém iria me perguntar? – qual foi o momento supremo da noite, talvez eu dissesse que foi Construção. Porque a todos que estavam na nossa frisa, e nas frisas vizinhas - todos com os nervos frisados de tanto que esticaram até doer -, pareceu que havia sido composta e apresentada pela primeira vez ali, naquele instante fatal e para o nosso regalo completo. Refeição espiritual que há de saciar por muito tempo a nossa fome de beleza. Além da letra concretista perfeita e sempre contemporânea, os instrumentos expunham o cenário de todas as vidas vividas pelo operário no seu dia de graça e maldição. Estava tudo presente naqueles poucos minutos, a rua, a construção, a fome, o sonho que nunca chega, a urgência da vida que segue atropelando a própria vida. Tudo em suspenso, ninguém respirou até as notas finais. Eu mesma estava roxinha...
Olha Maria, em arranjo de Paulo Bellinati, conjugou de tal modo a voz e as cordas que não se conseguia dissociar as notas, o que é da moça, o que é dos dedos do moço... Ressaltando a beleza do timbre, que é somente dela. Mônica Salmaso *é* aquela voz. A voz puríssima é a sua verdade, a razão por que veio até este mundo. Até este teatro. Até a minha vida. Há muitas vozes lindas pelo meu país, mas na maior parte são tão parecidas... quando escuto, fico me perguntando a quem pertence esta e aquela. Por isso, desde o início chamei a Mônica de Rouxinol. Como as aves, cada uma com seu canto peculiar, ela tem a sua marca: Mônica Salmaso.
O ponto alto do CD é O Velho Francisco. Por todos os motivos juntos. A intensa carga dramática da história me traz soluços engolidos à força. E quando a Mônica me cantou novamente – e por primeiro - a crônica do velho abandonado, foi tão dolente o seu cantar, que não deu pra engolir, nem com toda coca-cola da casa, os soluços. Desta feita, naquele “muito maravilhos0” teatro lotado de devotos, foi uma dor como nunca antes, mas uma dor de gostar de sentir.
Logo Eu, em duo com Teco Cardoso, foi uma confidência muito íntima do casal, que a gente não vai contar pra ninguém...
O Quinteto apresentou uma composição de Paulo Bellinati denominada Pulo do Gato onde cada músico exibe além do pulo, o fôlego de suas sete vidas, sete notas que se multiplicam. Um espetáculo que certamente faz a gente sair do teatro melhor do que quando lá entrou. Como disse a Mônica. Entre outras coisas.
A perfeição poética e lingüística de que é feita Suburbano Coração foi composta para a voz da Mônica, mil dias antes de Chico a conhecer. Tenho certeza.
Mônica contou que Chico estava escrevendo a letra de Ode aos Ratos (Edu Lobo e Chico), quando embatucou e ligou para Paulo Vanzolini, conhecedor de música e sabedor dos bichos, e perguntou: “- Paulo, como é o nariz do rato? É macio? É fofinho? Como é o lance do nariz do rato?” porque Chico queria ser fiel à compleição dos ratos. Vanzolini respondeu: - Chico, você já mentiu tanto às mulheres nas suas canções... mente pro rato!” E Chico desferiu esta: “- Rato eu respeito...”
Bom, isso aqui está ficando comprido... resta falar de “Quadrilha” que inicia com um solo de bateria admirável e tem uma interpretação muito, muito pessoal. Depois Bom Tempo, que tem acompanhamento do pandeirinho e pratos da Mônica, num clima domingueiro, entremeado de vocalize de voz e flauta, tão justos e coladinhos que não se sabe qual é o instrumento e onde começa e termina a voz. Como se a voz não fosse o instrumento que ela toca à perfeição... Ora!
Partido Alto é daquelas canções que o compositor acaba perdendo para o povo. Todos tão contidos, ninguém queria outro som que não viesse do palco, porque nada ali se podia desperdiçar. Mas, aos primeiros acordes, a voz do público entoa, possessiva, como quem se dá conta: é nossa!
Ao retorno para o bis, Mônica e Paulo Bellinati em Beatriz. Nossa! E a apoteose de encerramento foi um presente composto pelo Rodolfo Stroeter, em que Mônica apresenta o Quinteto e Rodolfo apresenta, ao final, a cantora que tem “voz de Santa”. É um repente muito gostoso, gostaria de obter a letra. alguém teria?...
Bem, foi mais ou menos assim. Melhor para descrever só ao vivo. Um detalhe que não posso deixar de registrar é que estavam na nossa frisa dois casais de namorados bem jovenzinhos, mas tão empolgados, tocados fundamente naquele lugar... como direi? imponderável e só de raro em raro freqüentado. Eu vi as pessoas se transformarem em anjos naquela noite. Juro.
* * * * * * *

terça-feira, 17 de junho de 2008

Turnê Noites de gala, samba na rua - Edição CURITIBA

E Se Eu Pudesse Entrar Na Sua Vida*

As luzes se apagam no imenso Teatro Guaira. Segundo balcão na arquitetura de moldes italianos. O cenário lembra um filme de ufologia com suas iluminações de código morse. Talvez Spielberg. A expectativa é grande, o show está atrasado 20 minutos e a casa está cheia, compacta. Todos aguardam a cantora Mônica Salmaso e o grupo instrumental Pau Brasil. O repertório é dedicado a Chico Buarque. Conheço algumas músicas. Estou lendo o programa. Deve ter sido caro esse folder. Muitos na platéia estão ensandecidos. A cantora possui discípulos bem agitados e estridentes. Algumas moças, desconfio, devem ser ex-paquitas. O grupo entra. Aplausos protocolares. Alguém me diz que se trata de uma composição musical histórica. Legal. A cantora, trajando um vestido discreto e elegante, surge de uma das laterais. Estou um pouco longe pra observar com mais crivo seus traços. Os aplausos se intensificam. A partida já se inicia vencida. Um casal muito atrasado atravessa o caminho e, mesmo no breu completo, é possível sentir a vibração dos impropérios. As dimensões do Teatro Guaira deixam os músicos semelhantes às peças de um gigantesco jogo de xadrez e a sintonia entre eles é evidente até para quem não entende nada de música, como eu. O nervosismo inicial da intérprete é muito bem resolvido com algumas tiradas espirituosas. A música, reconheço, é mera desculpa e escapismo pessoal. Não entendo nada de música, mas poucas coisas me fazem derramar tantas letras. (e de forma tão natural). Após o pior dos shows, sou capaz de produzir um livro inteiro de culinária pra vender no Calçadão da XV e não são raras às vezes em que penso que tudo mais possa ir para o inferno enquanto houver uma melodia entoada na entrada do caldeirão. Logo me arrependo desses pensamentos de aspectos reduzidos. A constatação existencial do vazio aliada ao preenchimento imediato de som deixa a alusão final de que algo falta, como se precisássemos de um elemento de ligação entre o universo musical e o complexo mundo interior, palco das sombras e dos amores reprimidos. Sempre há uma mulher. A cantora segue à risca o riquíssimo repertório e a efusão de fanatismo faz com que o público aplauda diversas vezes fora de hora. As desculpas são válidas. A apresentação é digna do conceito de espetáculo e chega a ser ultrajante acreditar que tamanho virtuosismo, competência e organização custem 10 reais - o preço de uma dose nas casas de tolerância ou de um vinil mais ou menos raro do Wando. Assim como todo grande filme possui momentos sagrados em que a tela pára pra se eternizar na memória – quem não lembra do Capitão Willard emergindo em busca do Coronel Kurtz em Apocalypse Now, por exemplo –, estava esperando ansiosamente os tais momentos sublimes, ainda não contente com o exercício de qualidade irretocável transbordando no palco. E não foi preciso muita espera: o espetáculo é todo programado pra última música, "Beatriz", do antológico álbum O Grande Circo Místico. Num piano e voz arrepiante, daqueles de fazer o coração se retorcer de melancolia, a simpática e cativante Mônica Salmaso coloca lágrimas nos olhos mais sensíveis e conquista as últimas bases resistentes. Impossível passar incólume. Quando o espetáculo acaba, muitos ainda estão desnorteados. As moças estão ainda mais histéricas. A saída é lenta e reflexiva. Estou entoando "Se eu pudesse entrar na sua vida..." entre olhos marejados e silêncios sepulcrais e é impossível não lembrar das paixões arrasadoras que nos arrematam e ecoam por todo o teatro italiano povoado de pensamentos tristes e ardentes.

Daniel Zanella
*Texto enviado para a Mônica Salmaso, após show em Curitiba.
Comentários sobre o show:
Noronha.'.
Pela primeira vez a cantora obteve um patrocínio que pudesse concretizar o desejo de uma turnê que abrangesse todas as regiões do país. No caso de Curitiba, o show marcará a sua estréia com um show próprio no Guairão, onde cantou uma única vez com a Orquestra Popular de Câmara. Mônica Salmaso e o Grupo Pau Brasil não foram os primeiros a dedicarem um disco inteiro às músicas de Chico Buarque de Hollanda; tampouco serão os últimos.
A beleza da sonoridade deste trabalho poderá ser apreciada “in loco” em Curitiba no próximo dia 13 de junho, no Guairão. Mônica e Pau Brasil fazem aqui o mesmo show que tem percorrido as principais capitais do país, com patrocínio exclusivo do Bradesco Prime.“Noites de gala, samba na rua” traz uma visão própria de Mônica e Grupo Pau Brasil mesmo de canções conhecidas e muito gravadas como “Quem te viu, quem te vê” e “Construção”, que soam contemporâneas. E ousa por não ser um disco “de cantora”, mas de um sexteto, onde os instrumentistas Nelson Ayres (piano), Paulo Bellinati (violão e cavaquinho), Teco Cardoso (saxofones e flautas), Rodolfo Stroeter (baixo) e Ricardo Moska (bateria e percussão) atuam também como solistas. Pelo repertório e pela proposta do trabalho, “Noites de gala, samba na rua” simboliza um novo patamar na carreira de Mônica Salmaso.

રαfα
eu fui...foi simplesmente PERFEITO!

Carlos
É chover no molhado. Mônica é simplesmente mais que demais.