sábado, 17 de setembro de 2016

Raridade: Mônica Salmaso cantando em inglês - programa "Por Acaso" (2009)

Por Valéria Nancí*

No ano de 2009 José Maurício Machline entrevistou em seu programa "POR ACASO", da TVE, a cantora Mônica Salmaso e o músico Rodrigo Rodrigues. Desse encontro ficou um registro raríssimo e delicioso: Mônica cantando em inglês.

 

Entrevista completa: https://www.youtube.com/watch?v=gWXQJeCO6Kc


*Valéria Nancí é geógrafa, publicitária,escritora, louca por música, aficcionada por capas de discos, mestre em Desenho, doutoranda em Cultura e pesquisadora da obra de Mônica Salmaso!
Instagram: @valeriananci
E-mail: valeriananci@ig.com.br
Blog pessoal: valeriananci.blogspot.com.br

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

1º DISCO: Afro-Sambas. Uma breve análise fonográfica e capista

Por Valéria Nancí

“O CD Afro-Sambas - 1995 traz consigo um dos trabalhos mais significativos da música popular brasileira: os Afro-sambas de Vinícius de Moraes e Baden Powell (de 1962). Esta é uma obra - uma espécie de musical – baseada na mitologia afro-baiana, onde os cantos e ritos dos orixás foram contados através de sambas de roda, pontos de candomblé e toques de berimbau. Mônica a gravou e, junto com Paulo Belinati, deu sofisticação à mesma.


Neste disco compreende-se que sua capa tem uma representação direta daquilo que se julga querer expressar. É o chamado STUDIUM (já descrito por Roland Barthes em "A Câmara Clara"), pois o mar contido na fotografia retrata Iemanjá (um dos Orixás) e a roupa branca de Mônica (e de seu violonista), expressam a cor mais representativa do candomblé. Entende-se, neste caso, que a temática (baseada na mitologia “afro-baiana”, onde os cantos e ritos dos orixás fossem contados através de sambas de roda, pontos de candomblé e toques de berimbau) está expressa através de sua forma visual na capa deste disco, através da fotografia em questão”*.
*Trecho extraído do Memorial de Projeto Experimental “RETRATOS MUSICAIS: A FOTOGRAFIA COMO FORMA DE EXPRESSÃO DA PRIMEIRA ARTE (em foco a obra da cantora Mônica Salmaso)”, de minha autoria, apresentado na conclusão do curso de Publicidade e Propaganda (UNEF – BA), 2009.
REPERTÓRIO
1. CONSOLAÇÃO Baden Powell & Viniciu s de Moraes
2. LABAREDA Baden Powell & Vinicius de Moraes
3. TRISTEZA E SOLIDÃO Baden Powell & Vinicius de Moraes
4. CANTO DE OSSANHA Baden Powell & Vinicius de Moraes
5. CANTO DE XANGÔ Baden Powell & Vinicius de Moraes
6. BOCOCHÊ Baden Powell & Vinicius de Moraes
7. CANTO DE IEMANJÁ Baden Powell & Vinicius de Moraes
8. TEMPO DE AMOR Baden Powell & Vinicius de Moraes
9. CANTO DE PEDRA-PRETA Baden Powell & Vinicius de Moraes
10. LAMENTO DE EXÚ Baden Powell & Vinicius de Moraes
11. CORDÃO DE OURO / BERIMBAU Paulo Bellinati / B. Powell & V. de Moraes

*Valéria Nancí é geógrafa, publicitária,escritora, louca por música, aficcionada por capas de discos, mestre em Desenho, doutoranda em Cultura e pesquisadora da obra de Mônica Salmaso!
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sábado, 10 de setembro de 2016

Mônica Salmaso e Paula Santoro no Sesc Belenzinho

Por Valéria Nancí

Sobre a noite de São Paulo, 09 de setembro de 2016.


Noite fria no inverno cinzento da cidade de concreto. Na agenda um compromisso inadiável: participação da Mônica Salmaso no show da Paula Santoro. Sim: queria ver a Mônica de novo após o mega sucesso da passagem da sua turnê Corpo de Baile em Salvador!

Era pra ser mais um simples encontro meu com o inquestionável amor que tenho pela arte da Mônica: era apenas mais uma conexão Salvador-São Paulo como as outras que já vivi. Entretanto, havia conhecido dois jornalistas e uma publicitária de Aracaju nos dias que antecediam o show, no maior congresso de comunicação do país: o INTERCOM NACIONAL (na Universidade de São Paulo). Três pessoas bacanas, com um gosto que casava com o meu, mas que não conheciam o trabalho dela: resolvi convidá-los para ir comigo ao SESC BELENZINHO [ou SESC BEM LONGINHO (risos) como se fala por aqui], local da apresentação. Disse-lhes que achava que gostariam do que iriam presenciar, mas cuidei para não fazer muito alarde, pois como li outro dia nesses livros de teóricos de gente inteligente (risos), Schopenhauer em COMO VENCER UM DEBATE SEM PRECISAR TER RAZÃO dizia sobre a questão de gosto: “Prefiro crer e julgar por mim mesmo”; “Argumento dirigido ao sentimento de honra”. Sábio Schopenhauer e sábios novos amigos que fiz por Sampa e que toparam essa parada.

Um lindo show se anunciava: Paula Santoro na voz, com Rafael Vernet no piano e direção musical, Daniel Santiago no violão, Bruno Migotto no contrabaixo, Edu Ribeiro na bateria. Uma bela apresentação da Paula e seus músicos lançando o seu novo CD “Metal na Madeira”. Porém, vou revelar: eu estava mega ansiosa para a entrada da Mônica. De certa forma, para mim era uma responsabilidade, sabe?! Levar pessoas para apresentar o trabalho de quem a gente admira pode soar um fanatismo fugaz. Depois relaxei um pouco, afinal acho que 16 anos de contato com sua obra já é bastante tempo para eu afirmar que de fugaz e de fanatismo isso não tem nada: sabia que no final iria conseguir que a sua voz conquistasse mais três admiradores, aqueles famosos mais “três tijolinhos”, postos um sobre o outro, colados firmemente com uma massa de cimento, com os quais ela sempre afirmara querer construir sua carreira, paulatinamente, de modo consolidado – e, olha, nessa brincadeira essa construção tá virando um “lindo-castelo-de-conto-de-fadas-daqueles-que-chegam-a-tocar-no-céu”, viu?!.


Bom, vamos ao que interessa: show começando e o “Metal na Madeira” dando seu recado – a Paula apresentando, de um modo bem seu, o disco novo. Lembro de ter conhecido a Paula no Festival da Cultura em 2005 – no qual a Mônica também participou, fazendo a abertura, cantando acompanhada da Orquestra Popular de Câmara de São Paulo.

Histórias à parte, quando a Mônica entrou no palco ontem eu nem respirei (risos) para que meus mais novos amigos da comunicação pudessem ouvir com plenitude seu canto. Posso falar?! Outro dia lhe ouvi dizer em entrevista que a Nana Caymmi tem a voz de Catedral (e tem!!!), mas e a sua, hein dona Mônica?!: tem a “voz-de-catedrais-de-um-Vaticano-inteiro” (risos).

Participante que era, cantou, a princípio, apenas três canções (belíssimas por sinal), mas eu não perguntava aos meus convidados o que haviam achado do que assistiam. Preferi deixar para o final. Só posso adiantar que assim que saiu do palco, da primeira vez, foi bastante aplaudida. Ao findar a apresentação principal, a Paula Santoro lhe convidou para o retorno ao palco, e a plateia logo pediu o bis das duas numa música linda de nome “Dorival Pescador” - a qual ambas haviam feito durante a primeira passagem da Mônica no palco. Em seguida cantaram mais uma canção e concluíram a apresentação sendo bastante aclamadas.

ACABOU! E AGORA?! VOU PERGUNTAR AOS COLEGAS SERGIPANOS SUAS OPINIÕES... NÃO PRECISOU! VI SEUS OLHOS BRILHAREM! ENCANTADOS QUE ESTAVAM ME DISSERAM: 1- “- Que voz linda”!; 2-“ - Gente!!! Ela não faz força pra cantar”; 3- “- Vou procurar coisas sobre ela na internet quando chegar em casa” (em casa entenda-se o hostel onde estamos hospedados).

NOSSA! QUE ORGULHO SENTI! JURO! É SENSACIONAL! UMA MEGA SATISFAÇÃO! E, OLHEM: PREPAREM AS OLARIAS - VEM MAIS TIJOLINHOS POR AÍ!!!

Após o show, revelo umas curiosidades:

1- Dois dos novos fãs sergipanos que a Mônica prospectou ontem revelaram ter se arrepiado (assim como eu) em vários momentos em que ela entoava as canções.

2- Ainda ontem, por volta de meia-noite e pouco, dois deles sentaram no banco de entrada do hostel, e boquiabertos disseram que estavam pilhados/maravilhados e que não conseguiriam dormir daquele jeito - pediram uma pizza!

3- Hoje pela manhã, uma delas revelou para mim que passou parte da madrugada buscando nos “googles da vida” materiais sobre a Mônica; e o outro disse-me que ficaria dias ouvindo sua voz rodando na mente, e que quando quisesse sentir paz era ela que ele ouviria dali por diante - AGORA PENSE AÍ: QUE AFAGO NO CORAÇÃO ESSA SALMASO TRAZ, HEIN?!!!.

Estou aqui escrevendo/descrevendo, terminando esse texto, e imaginando: “Quando a Mônica ler isso como será que se sentirá?!" - saber que é possível fazer tanto bem aos outros com o que oferece é grandiosamente DIVINO!

A verdade é que o que era pra ser só uma participação transformou-se em continuidade de sua belíssima construção cheia de ternura!

TRAZ MAIS UM TIJOLINHO AÍ, POR FAVOR!!!

*Valéria Nancí é geógrafa, publicitária,escritora, louca por música, aficcionada por capas de discos, mestre em Desenho, doutoranda em Cultura e pesquisadora da obra de Mônica Salmaso!
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terça-feira, 30 de agosto de 2016

Turnê "Corpo de Baile" - próximas paradas

Turnê “Corpo de Baile” – Edição Salvador (BA)

Por Valéria Nancí*

Há dias felizes e outros absurdamente inesquecíveis!!! 13 de maio de 2008: esse foi o dia exato que Mônica Salmaso passou com sua Turnê Noites de Gala, Samba na Rua no Teatro Castro Alves em Salvador (BA). Oito anos depois, eu disse 8 anos depois, ela voltou com uma turnê toda sua e, como se não bastasse, mais encantadora que nunca! Eis que, então, nos dias 27 e 28 de agosto de 2016 - após estrear em São Paulo e percorrer as cidades do Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Curitiba e Belo Horizonte, com sucesso imenso de público e crítica - o espetáculo “Corpo de Baile”, com músicas de Guinga e Paulo César Pinheiro, enfim, chegou a Salvador, Bahia - terra "de todos o santos, encantos e axé”, parafraseando Moraes Moreira.
No dia 27 comprei a 1ª fila, porque há shows que têm que ser sentidos, saboreados, mergulhados, não só assistidos: e esse é um deles. A voz continua como num disco novo, limpo, intacto, tal qual o modo como fora soniglifado: “de cair o queixo”! Ok, acho que já disse de outras vezes que sou suspeita pra falar porque sou fã desde o ano 2000, mas vou ser “redundante-de-novo-novamente-sempre-eternamente”: que voz é essa minha gente?!!!! Não bastasse a "fascinante-melodia-sentimental-luxuosa" que sai daquela boca (e que nossos ouvidos agradecem), junta-se a isso músicos renomados que acompanham a cantora nesse lindo baile encorpado: Teco Cardoso (sax e flautas), Nailor Proveta (clarinete), Nelson Ayres (piano e acordeon), Paulo Aragão (violão), Neymar Dias (viola e contrabaixo) e o Quarteto de Cordas Carlos Gomes, formado por Cláudio Cruz (violino), Adonhiran Reis (2º violino), Gabriel Marin (viola) e Alceu Reis (violoncelo).
Cantora: ok! Músicos: ok! “Vídeo cenário: ok! Ok???? Vídeo cenário, ok??? Isso mesmo, um “vídeo cenário” surreal, criado pelo cineasta Walter Carvalho, dá ao show ares de superprodução. Mas, não é uma superprodução pirotécnica, com leds subindo e descendo, é uma espécie de “singeleza grandiosa”, entende? Há um clima de maravilhamento que se faz assim que projeções de vídeos se lançam em direção à cantora e músicos. Uma tela transparente instalada na frente do palco onde são projetadas imagens contextualizadas às canções. É uma espécie de fusão "show-cores-linguagens". Não há nome/conceito para denominar “o-que-foi-aquilo” que vimos. Só sei que o show é tão brilhante que, ao final, enquanto Mônica atendia ao fãs no foyer do teatro, a cantora Virgínia Rodrigues fez questão de parabenizar a colega paulistana, pessoalmente, e Nana Caymmi o fez por telefone - para alegria todos que ali estavam: um momento único.
No dia 28 não resisti e retornei ao Teatro Castro Alves para ver a segunda noite de shows por aqui. Nesse dia me fiz mais plateia que “fã de gargarejo”. É engraçado quando se está nessa posição observar, com serenidade, as mais diversas reações de cada um: e dessa vez foi o que fiz! Havia grandes cantores/cantoras da Bahia ao meu lado encantadíssimos com o que viam/ouviam. Mas, o que me chamou atenção mesmo foi uma moça que não se movia – nem para aplaudir: não aplaudia uma musiquinha sequer. O show foi passando e eu intrigada continuava a lhe observar. Ao redor todos maravilhados, assobiando, com gritinhos de “maravilhosa”, enquanto o show prosseguia. Nas últimas músicas, a tal moça se mexeu e sussurrou para outra, apontando para o palco: “tô apaixonada”. É: ela estava mesmo apaixonada. Devia ser daquelas paixões arrebatadoras tipo “amor ao primeiro canto”, sabe? Te entendo, moça!!! – foi assim que aconteceu comigo há 16 anos! Entendi, naquele dia, o que o encantamento pode propiciar numa pessoa que aprecia boa música.
Quem não foi, não viu, nem sentiu, eu digo: vá, veja, sinta. Em CORPO DE BAILE Mônica Salmaso e sua trupe tiram nossas almas pra dançar juntinho: e eu dancei de rosto colado! _____________________________________________________ Fotos: Dani Gurgel

*Valéria Nancí é geógrafa, publicitária,escritora, louca por música, aficcionada por capas de discos, mestre em Desenho, doutoranda em Cultura e pesquisadora da obra de Mônica Salmaso!
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sábado, 14 de maio de 2011

Vídeo - divulgação do CD Alma Lírica

Assista no youtube ao vídeo/divulgação do novo CD da Mônica Salmaso: ALMA LÍRICA BRASILEIRA

http://www.youtube.com/watch?v=QY9nX-tV5WE

Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=QY9nX-tV5WE

NOVO CD: Alma Lírica Brasileira




















O novo projeto de Monica Salmaso é um passeio pelo cancioneiro popular, num garimpo de canções de sonoridade delicada, quase camerística. Segundo Monica, o projeto surgiu espontaneamente, depois de uma temporada de shows. “A idéia era adaptar os arranjos do meu repertório com o Pau Brasil, mas logo fomos descobrindo canções que ficariam ´boas´conosco”, conta a cantora. O disco traz músicas do universo lírico da música brasileira, tais como a "Melodia Sentimental" (Villa Lobos), "Derradeira Primavera" (Tom Jobim/Vinicius de Moraes), "Lábios Que Beijei" (J. Cascata/Leonel Azevedo), "História de Lily Braun" (Chico/Edu Lobo), "Meu Rádio e Meu Mulato" (Herivelto Martins) e "Promessa de Violeiro" (Raul Torres e Celino). A formação inclui apenas dois músicos: Teco Cardoso e Nelson Ayres.

Faixas
01 CARNAVALZINHO (MEU CARNAVAL)
Autores: Lisa Ono e Mario Adnet
Intérprete: Mônica Salmaso
Editora: Direto / Adnet Mvsica

02 LÁBIOS QUE BEIJEI
Autores: J. Cascata e Leonel Azevedo
Intérprete: Mônica Salmaso
Editora: Mangione Filhos & Cia Ltda

03 SAMBA ERUDITO
Autores: Paulo Vanzolini
Intérprete: Mônica Salmaso
Editora: Editora Musical Arlequim LTDA

04 CUITELINHO
Autores: Paulo Vanzolini/ Antônio Xandó
Intérprete: Mônica Salmaso
Editora: Peermusic do Brasil

05 MEU RADIO E MEU MULATO
Autores: Herivelto Martins
Intérprete: Mônica Salmaso
Editora: Mangione Filhos & Cia Ltda

06 DERRADEIRA PRIMAVERA
Autores: Antonio Carlos Jobim / Vinicius de Moraes
Intérprete: Mônica Salmaso
Editora: Jobin Music / Tonga Editora Musical (Universal Mus. Pub.

07 MORTAL LOUCURA
Autores: José Miguel Wisnik
Intérprete: Mônica Salmaso
Editora: Direto

08 CASAMIENTO DE NEGROS
Autores: Recolh. e Adapt. Violeta Parra
Intérprete: Mônica Salmaso
Editora: Warner Chappell/ ADDAF

09 VERANICO DE MAIO
Autores: Nelson Ayres
Intérprete: Mônica Salmaso
Editora: Warner Chappell Edicoes Musicais Ltda

10 NOITE
Autores: Nelson Ayres
Intérprete: Mônica Salmaso
Editora: Direto

11 A HISTÓRIA DE LILY BRAUN
Autores: Edu Lobo / Chico Buarque
Intérprete: Mônica Salmaso
Editora: Lobo Music/ Marola Edições

12 PROMESSA DE VIOLEIRO
Autores: Raul Torres / Celino
Intérprete: Mônica Salmaso
Editora: ADDAF/ Direito reservado

13 MELODIA SENTIMENTAL
Autores: Heitor Villa-Lobos
Intérprete: Mônica Salmaso
Editora: UBC

14 TREM DAS ONZE
Autores: Adoniran Barbosa
Intérprete: Mônica Salmaso
Editora: Irmaos Vitale

Fonte: http://www.biscoitofino.com.br/bf/cat_produto_cada.php?id=667