terça-feira, 2 de maio de 2023





Salvador, Bahia, 30 de abril de 2023

Mônica Salmaso: a encantadora de almas

Eu iria escrever esse texto anteontem, mas não tive condições: é que cheguei em casa, à noite, tomada de emoção – já explico! 

Como amante da boa música e pesquisadora musical sou frequentadora assídua da Concha Acústica do Teatro Castro Alves em Salvador (Bahia). O primeiro espetáculo que pude assistir na Concha (como é intimamente conhecida) foi nada mais, nada menos, que o show Tieta do Agreste com músicas interpretadas por Caetano Veloso e Gal Costa em 1996. De lá pra cá muitas águas rolaram... muitas músicas ecoaram... muitos artistas ali passaram, mas dessa vez foi diferente: muito diferente!

No último dia 28 fui assistir à turnê “Que tal um Samba?” em que a cantora paulista Mônica Salmaso faz participação especial junto a Chico Buarque (e põe especial nisso!!!) – participação essa que lhe rendeu reações encantadas/maravilhadas do público baiano!!! 

Não é que vez ou outra o público se manifestava emocionado quando a Mônica aparecia durante o show: é que isso ocorreu o TEMPO INTEIRO! Desde o abrir das cortinas, quando ela lindamente tocou sua Kalimba tal qual um anjo dedilhando as notas da canção TODOS JUNTOS do clássico disco Saltimbancos, até o fechamento da apresentação quando ela cantou com Chico a música João e Maria. Eram suspiros e mais suspiros... Quem já a conhecia (como eu) passou a admirá-la ainda mais... Quem não a conhecia cochichava com seus pares: “QUE VOZ É ESSA?!”; “QUE MULHER MARAVILHOSA!”; “MEU DEUS ELA É DIVINA”; “VIREI FÔ – sem falar nas pessoas acessando plataformas como o SPOTIFY em tempo real procurando seu perfil “para não perdê-la de vista”. Foram tantos os elogios ao longo da noite que em um texto só não conseguiria descrever.

“Ganhar a Concha” daquele jeito, da forma leve e sutil como foi, não é pra qualquer um(a). Mônica parecia flutuar no palco... A cada entrada sua o público se ajeitava em concentração e silêncio. Foi lindo! Foi maravilhoso! 

O fato é que naquele dia, ao terminar o espetáculo, fiquei sentada um tempo na escadaria tentando processar os sentimentos dentro de mim: eu não conseguia ir embora. Paralisei por uns instantes! Lembrei do momento em que ela chorou no palco ao cantar a música Maninha em homenagem a Miúcha (irmã do Chico) – nunca havia visto a Mônica chorar em um show: chorei junto! Depois, quando eu já havia voltado para casa estava certa do quanto tudo aquilo havia sido marcante e especial na carreira dela: para mim não havia dúvida. Mas, para me encher mais ainda de certezas, no dia seguinte, em viagem fotográfica ao quilombo Kaonge na cidade de Cachoeira (Bahia), um fotógrafo que almoçava comigo (e que eu não conhecia) começou a falar a respeito da apresentação. Disse ele: 

“- Dois amigos foram ao show do Chico ontem: gostaram muito. E eles falaram que voltaram cativados pela moça que cantou junto com ele... ficaram arrebatados”.

[ENQUANTO EU SORRIA DE CANTO DE BOCA, ORGULHOSA E PENSANDO NO QUE FALAR, UMA SENHORA DA MESA AO LADO TOMOU A PALAVRA]: 

“- Nossa! Eu soube desse show! Disseram que ela canta muito mesmo. Que o público ficou emotivo e sensibilizado”. Bom, eu só de ouvir os relatos voltei a me emocionar! Concordei com eles e lhes revelei que eu estava lá na Concha assistindo a essa apresentação e que foi tudo desse jeitinho mesmo!

[FIQUEI PENSANDO: SERIA COINCIDÊNCIA EU VIAJAR PARA OUTRA CIDADE E DUAS PESSOAS VIREM FALAR DESSE ACONTECIMENTO COMIGO?! 

ACREDITEI QUE NÃO! IMAGINEI QUE EU DEVERIA COLOCAR ISSO EM PALAVRAS PARA QUE A PRÓPRIA MÔNICA TIVESSE A NOÇÃO DO QUE ELA FEZ NAQUELE DIA].

Por fim, e não menos importante, deixo aqui a frase que um amigo meu me disse há 20 anos quando eu tinha uma comunidade no ORKUT dedicada a ela: “Ouvir a Mônica Salmaso cantar é saber que Deus existe”.

Sim, amigo, concordo com você: eu e uma Concha Acústica inteira que se curvou a ela! 


Mônica Salmaso: a encantadora de almas!!!


(Por Valéria Nancí de Macêdo Santana - @valeriananci)


quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Mônica Salmaso em Porto Alegre!

*Por Valéria Nancí

Alô pessoal!!!

No dia 20 janeiro de 2017 tem Mônica Salmaso fazendo participação no POA Jazz Festival COM RODOLFO STROETER, ANDRÉ MEHMARI E TUTTY MORENO.

Foto: Dani Gurgel
Maiores informações:
www.poajazz.com.br

Não percam!!!

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Monica Salmaso faz cinco apresentações na CAIXA Cultural Recife


                                                                      * Por Valéria Nancí 

2017 começou e com ele uma excelente notícia para os recifenses: cinco shows da Mônica Salmaso de uma só vez! Segue, abaixo, o release da produção.


A CAIXA Cultural Recife apresenta de 25 a 28 de janeiro de 2017 o show da cantora Monica Salmaso, com canções que integram o repertório dos seus 20 anos de carreira. Ela se apresenta ao lado dos músicos Teco Cardoso nos sax e flautas, Nelson Ayres ao piano e Neymar Dias na viola caipira e contrabaixo. Juntos vão executar músicas registradas em vários discos e shows realizados ao longo dos anos. As sessões acontecem às 20h de quarta a sexta (25, 26 e 27) e em dois horários no sábado(28), às 17h e 20h. Os ingressos custam R$ 20,00 e R$ 10,00(meia) e estarão à venda a partir das 10h da terça-feira(24).

O setlist inclui canções dos cds Voadeira (1999), Noites de Gala (2007), Alma Lírica Brasileira (2011), Corpo de Baile (2014) e além de músicas do repertório do show dedicado a Vinicius de Moraes e novas músicas que farão parte do seu próximo CD. A cantora e os músicos prometem juntar os talentos e encantar o público.

Mônica Salmaso - nascida em São Paulo em 1971, começou sua carreira na peça "O Concílio do Amor" dirigida pelo premiado diretor Gabriel Villela em 1989. Em 1995, gravou o Cd Afro-Sambas, um duo de voz e violão arranjado e produzido pelo violonista Paulo Bellinati, contendo todos os afro-sambas compostos por Baden Powell e Vinícius de Moraes.
Foi indicada para o Prêmio Sharp – 1997 como Revelação na categoria MPB. Lançou, em 1998, seu segundo CD, Trampolim, pelo selo Pau Brasil. Venceu o Segundo Prêmio Visa MPB – Edição Vocal, pelo juri e aclamação popular em 1999. Venceu também o prestigioso Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) de 1999, e o terceiro CD, Voadeira, recebeu os mais rasgados elogios.

O crítico Jon Pareles, do New York Times, coloca em 2002 Mônica Salmaso como um dos principais nomes surgidos na recente música popular brasileira. Os CDs Trampolim e Voadeira foram lançados na Europa, Japão, Estados Unidos, Canadá e México. Lançou seu quarto CD, IaIá, em 2004. Participou cantando no filme Vinícius sobre a vida e obra de Vinícius de Moraes, dirigido por Miguel Faria Jr, e do CD Carioca, de Chico Buarque.
Lançou em 2007 seu quinto CD Noites de gala, samba na rua com músicas de Chico Buarque e participação especial do grupo Pau Brasil. Com o CD Alma Lírica Brasileira, com Teco Cardoso e Nelson Ayres em 2011 e gravado em DVD, com direção de Walter Carvalho, lançado em 2013. O CD venceu o 23º Prêmio da Música Brasileira – categoria Melhor Cantora MPB 2012 e pelo DVD recebeu o 24º Prêmio da Música Brasileira – categoria Melhor DVD. Seu último CD Corpo de Baile com músicas de Guinga e Paulo César Pinheiro recebeu quatro indicações do Prêmio da Música e conquistou melhor cantora MPB e melhor canção. Com este trabalho está em turnê pelo Brasil.

Nelson Ayres – piano: apesar de sua postura sempre discreta, o pianista, arranjador e compositor Nelson Ayres é amplamente reconhecido como umas das personalidades mais importantes da musica instrumental brasileira contemporânea, um constante inovador.
Iniciou sua carreira na década de 60, dividindo o palco com outros estudantes que traziam para São Paulo o nascente movimento da bossa nova, como Taiguara, Toquinho e Chico Buarque. Estudou nos EUA e trouxe os conhecimentos para o Brasil, onde deu aulas, criou grupos e compôs canções interpretadas por grandes nomes nacionais e internacionais. Foi também figura de destaque nos dois legendários Festivais de Jazz São Paulo/Montreux, apresentando-se ao lado de Benny Carter, Dizzy Gillespie e Toots Thielemans. Integrou grupos de câmara pelo mundo e atuou por nove anos como regente e diretor artístico da Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo. Foi comissionado pela Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, para compor seu Concerto para Percussão e Orquestra, indicado para o Grammy Latino 2011 como melhor CD de música clássica.

Teco Cardoso – saxofones e flautas: Paulistano, nascido em 1960, filho de pianista erudita, formado em medicina, Teco Cardoso é um dos mais requisitados flautistas/saxofonistas do cenário contemporâneo. Músico que tem se dedicado ao desenvolvimento de uma linguagem própria e brasileira para seus instrumentos (toda a família dos saxofones, flautas transversais e mais uma bela coleção de flautas indígenas brasileiras, pifes e flautas de bambu). Estudou no C.L.A.M. do Zimbo Trio. Na década de 90 fundou, juntamente com o pianista Benjamim Taubkin, a Gravadora Núcleo Contemporâneo. Tem tido o prazer e a honra de contribuir com o trabalho de importantes compositores / intérpretes / arranjadores brasileiros como Edu Lobo, Dori Caymmi, Joyce, Baden Powell, João Donato, Moacir Santos, Paulinho Nogueira, Carlos Lira, Johny Alf, Sérgio Santos, Nelson Ayres, Marlui Miranda, Mônica Salmaso, Renato Braz, Oscar Castro Neves, Jim Hall, Toots Thielemans, Filó Machado, Rosa Passos, Mozar Terra, Léa Freire, Benjamim Taubkin, Mario Adnet e Guilherme Vergueiro, entre outros.  Como solista, lançou “Meu Brasil” (prêmio Sharp revelação Instrumental 98), “Caminhos Cruzados” (com o violonista Ulisses Rocha), “O Cineasta da Selva” (trilha sonora do longa metragem homônimo composta juntamente com o percussionista Caito Marcondes) e “Quinteto” (juntamente com a flautista e compositora Léa freire). Tem anualmente excursionado pelo Japão, EUA e Europa pelos mais importantes Festivais de Jazz e World Music nos últimos 10 anos, como solista, com grupos instrumentais ou acompanhando grandes nomes da MPB. Atualmente integra os quintetos Pau Brasil e Vento em Madeira e acaba de lançar ao lado do pianista Tiago Costa o cd Erudito Popular… e vice-versa.

Neymar Dias - viola caipira e contrabaixo: o músico foi de início, autodidata, e assim aprendeu vários instrumentos de cordas, como viola caipira, guitarra, violão, baixo elétrico, guitarra havaiana e bandolim. Posteriormente, iniciou os estudos regulares de música, integrando também orquestras respeitadas como a OSUSP e a Experimental de Repertório. Trabalhou com importantes nomes do cenário musical brasileiro, de diversos segmentos como: Inezita Barroso Nelson Ayres, Tinoco, Monica Salmaso, Ivan Lins, Theo de Barros, Nana Vasconcellos, André Mehmari, Toninho Ferragutti entre outros.
Em novembro de 2005 recebeu o prêmio revelação do Prêmio Syngenta de Música Instrumental de Viola Caipira”, com composição própria. Em fevereiro de 2010 lançou o CD “Intervalo” de seu quarteto de cordas, com obras autorais, onde atua como compositor, contrabaixista, violeiro e arranjador. Em 2012 lançou seu CD, “Caminho de Casa” no qual toca vários instrumentos, fazendo uma homenagem à música caipira, à viola caipira e suas várias influências. Em 2013 lançou em parceria com Toninho Ferragutti o cd  Festa na Roça.Em 2016 arranjou e produziu um novo projeto com Ivan Lins e Rafael Altério.

REPERTÓRIO

A VIOLEIRA (Antônio Carlos Jobim / Chico Buarque)
AGUA DA MINHA SEDE (Roque Ferreira / Dudu Nobre)
BEATRIZ (Edu Lobo / Chico Buarque)
BERADÊRO (Chico César)
CUITELINHO (domínio público, recolhido por Antonio Xandó e adaptado por Paulo Vanzolini)
FREVO DE ORFEU (Vinícius de Moraes/Tom Jobim)
LEILÃO (Heckel Tavares / Joracy Camargo)
MINHA PALHOÇA (J. Cascata)
MORTAL LOUCURA (José Miguel Wisnik sobre poema de Gregório de Matos)
NAVEGANTE (Guinga / Paulo César Pinheiro)
NOITE (Nelson Ayres)
OLHA MARIA (Chico Buarque/Vinícius de Moraes/Tom Jobim)
PAU DE ARARA (COMEDOR DE GILETE) (Vinicius de Moraes/Carlos Lyra) 
QUADRÃO (Guinga / Paulo César Pinheiro)
SAMBA ERUDITO (Paulo Vanzolini)
SEDUTORA (Guinga / Paulo César Pinheiro)
VIOLADA (Guinga / Paulo César Pinheiro).

Serviço:
Monica Salmaso
Local: CAIXA Cultural Recife - Av. Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife, Recife/PE
Data: 25 a 28/01/2017
Horário: quarta a sexta – 20h (uma sessão); sábado – 17h e 20h (duas sessões)
Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia) (meia) [meia-entrada para estudantes, professores, funcionários e clientes CAIXA e pessoas acima de 60 anos] – vendas a partir das 10h do dia 24 de janeiro de 2017, exclusivamente na bilheteria do espaço.

Informações e entrevistas

Assessoria de Imprensa CAIXA Cultural: Juliana Romão (81) 99739-3366 / julyromao@hotmail.com e     Fabrício Barbosa – (81) 99768-1454 – cultura.pe@caixa.gov.br.
Acesse www.caixacultural.gov.br
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*Valéria Nancí é geógrafa, publicitária,escritora, louca por música, aficcionada por capas de discos, mestre em Desenho, doutoranda em Cultura e pesquisadora da obra de Mônica Salmaso!
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sábado, 31 de dezembro de 2016

FELIZES NOVOS DIAS!!!

                                                                                                                   Por *Valéria Nancí

Foto Instagram: @valeriananci
"Havia um homem e um horizonte
Navegando em minha paz
O ar passava deslizando
Tal qual um enverdecer que azulejava

Eu só queria registrar em pupila
O rasante de pássaro no mar
De corais de sentimentos
Refletidos pelo sol

Em cartão-memória
Guardei a tinta pintada
E fui-me embora
Cheirando a poesia

A silhueta fincada ficou
As águas remexidas se sabiam
Mudei-me a mim mesma
E o homem continuava lá".
(Foto&Poesia: Valéria Nancí)

#FelizesNovosDias
#MudeVocêMesmo
#DoisMilEDezessete

OBRIGADA A TODOS OS SALMASIANOS QUE NOS ACESSAM E SEGUEM! EM BREVE NOVAS ATUALIZAÇÕES DE AGENDA E SHOWS!


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quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

BOAS FESTAS! BONS SONS! BONS AMORES!

                                                                                
                                                                                                   *Valéria Nancí

Foto Instagram: @valeriananci

"Sempre é tempo de amor
Não aquele amor que surge
No tilintar dos sinos
É amor construído, amor verdadeiro

Amor que dá sem nada a receber
Apenas porque é amor
E por ser amor
Lhe basta acontecer

Amor que não precisa de natais para haver
É amor de bem-querer
Sem mal-me-quer
Só por simplesmente ser!

Amor de vidas cruzadas
Caminhos abertos
Que tem mais é que viver
E permanecer

De corações vermelhos-amados
Dispostos, dia-a-dia, lado-a-lado
Que se querem juntos
Que por Deus-Maior um dia há de ter" (Valéria Nancí).

DEDICO MINHA FOTOGRAFIA E POESIA A TODOS, QUE ASSIM COMO EU, TÊM AMOR À ARTE DA MÔNICA SALMASO - SER HUMANO AO QUAL DEVO GRATIDÃO ETERNA, POR SUA OBRA FAZER PARTE DA MINHA VIDA, HÁ 16 ANOS, REVOLUCIONANDO ALMA E GESTO, ESPÍRITO E LUZ!

SE TIVESSE QUE DEFINIR SENTIMENTO CONSTRUIRIA UMA FRASE COMPILANDO DOIS DEPOIMENTOS LINDOS DE AMIGOS: "Depois que ouvi a Mônica Salmaso descobri que Deus existe, por isso quando quero ter paz a escuto".



OBRIGADA A TODOS OS SALMASIANOS QUE NOS ACESSAM E SEGUEM!

BOAS FESTAS! BONS SONS! BONS AMORES!

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segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Mônica, Zeca, Ná, Hilda, a poesia e a música!

                                                                                               * Por Valéria Nancí 

Ontem em Belo Horizonte, no Sesc Palladium, teve o show do Zeca Baleiro com Ná Ozzetti e Mônica Salmaso cantando as canções do Zeca sobre poemas de Hilda Hilst.

(Foto/fonte: Carla Assis)

Diz-se que "Foi por iniciativa de Hilda Hilst (1930 -2004) que Zeca Baleiro se tornou parceiro da poeta paulista. Ao receber uma cópia do primeiro disco do compositor maranhense, Por Onde Andará Stephen Fry? (1997), enviada pelo próprio artista, Hilst ligou, propôs a parceria e mandou um disquete com sua obra poética.Foi no disquete que Baleiro descobriu o livro Júbilo Memória Noviciado da Paixão - escrito pela Hilda quando estava apaixonada platonicamente pelo Júlio de Mesquita Neto (vide as iniciais) - e decidiu musicar os versos do capítulo que dá título ao disco.

Depois de dois anos de trabalho, a gravadora de Zeca Baleiro, Saravá Disco, lançou o CD Ode Descontínua e Remota para Flauta e Oboé - De Ariana para Dionísio - com poemas de Hilda Hilst musicados pelo artista maranhense.

O disco, segundo Zeca Baleiro, começou a ser gravado em abril de 2003 e teve aval da escritora e a colaboração do violonista Swami Jr. nos arranjos de base. Para musicar os dez poemas, Baleiro buscou uma sonoridade que se encaixasse nos poemas já em essência muito musicais de Hilst. Instrumentos como harpa, oboé e fagote ajudaram a criar o clima. Para dar mais charme ainda ao disco, Baleiro contou com a adesão de dez cantoras para interpretar as canções. Pela ordem de entrada no CD, o time é formado por Rita Ribeiro, Verônica Sabino, Maria Bethânia, Jussara Silveira, Ângela Ro Ro, Ná Ozzetti, Zélia Duncan, Olívia Byington, Mônica Salmaso e Ângela Maria".
(Fonte: http://www.overmundo.com.br/overblog/a-poesia-sonora-de-hilda-hilst-no-baleiro-de-zeca)

Este é um dos discos que se ouve a qualquer momento: atemporal demais!!! Uma música mais terna que a outra, e as interpretações são magistrais! Quem não conhece precisa conhecer! E se puder ir ao show, sinta-se privilegiado: não é todo dia que se tem uma oportunidade de ouro dessas!

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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Turnê Corpo de Baile (edição Rio de Janeiro): deu na mídia? Ou???...

Por Valéria Nancí

A turnê do premiado disco Corpo de Baile - composta por músicas de parceria de Guinga e Paulo César Pinheiro -  vai chegando ao fim, com apresentações que lotaram teatros de todo Brasil, e com uma veiculação expressiva nos principais jornais e revistas do país -  no Rio de Janeiro não foi diferente. 

Isto E Agenda - 16.10.2016

O Globo -Rio Show - 18.10.2016

O Povo - Show do Rio- 14.10.2016

Veja Rio - 16.10.2016

Fluminense - Segundo Caderno - 18.10.2016
Globo - Agenda de Shows - 18.10.2016
Hoje pela manhã, após os dois dias de shows para os cariocas, procurei me inteirar do que aconteceu nessas apresentações: não vou negar que a vontade era de estar lá - não pude! As informações que a mim chegaram davam conta de que foi preciso colocar cadeiras extras, em todo canto, para comportar o público que teve o privilégio de presenciar essa preciosidade, deixando a alma dançar com esse magistral e encantador espetáculo!

No final das contas, pensando bem, refletindo direitinho, acho que não "deu na mídia"..."deu no coração"!!! - e ACERTOU EM CHEIO!!!

Obrigada Mônica! Sua ALMA LÍRICA nos traz paz! Até breve!

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segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Mônica Salmaso no dia da MPB - rádio Eldorado

Por Valéria Nancí

Alô pessoal! Hoje a rádio Eldorado celebra o dia da MPB e, às 20h, tem Mônica Salmaso!
Fonte: https://www.facebook.com/radioeldorado/photos/a.152519594811255.34524.148641568532391/1229903760406161/?type=3&theater
Acessem o site da rádio territorioeldorado.com.br e cliquem no"OUÇA AGORA".
Vale a pena a escuta, sobretudo por Mônica falar do tão importante Prêmio Visa que ela venceu em 1999 - o qual deu origem ao seu belíssimo disco VOADEIRA.
Fonte: https://www.facebook.com/radioeldorado/photos/a.152519594811255.34524.148641568532391/1229903760406161/?type=3&theater

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domingo, 16 de outubro de 2016

Turnê "Corpo de Baile" - edição Rio de Janeiro (RJ)


Por Valéria Nancí


A turnê "Corpo de Baile" está chegando ao fim. Após encantar 11 capitais, e tendo feito, estimativamente, 12.000 pessoas mais felizes (eu tô nessa estatística!!!), Mônica Salmaso e seus preciosos músicos estão findando este brilhante, sutil e terno trabalho. Gravados na memória e no coração, de quem ali esteve, vão ficar um sabor de saudade e a certeza de ter visto um dos maiores espetáculos recentes da história da música brasileira (obs.: não há nenhuma dose de exagero aqui - pode crer!) . E agora? O que nos resta depois disso?! Será que vem o DVD aí?!!! SEGREDO (hahaha)!!! Vamos aguardar esperançosos e ansiosos...

Para quem estará na cidade maravilhosa esta semana, o site Sopa Cultural deu a dica e vim compartilhar : se liguem no recadinho - e depois não digam que não avisei, hein?! (risos).


"Mônica Salmaso encerra a turnê do show 'Corpo de Baile' no Teatro Tom Jobim

Por Redação -10 de outubro de 2016


Depois de passar por 11 capitais com 21 apresentações por teatros como Theatro da Paz, Teatro Castro Alves, Palácio das Artes, Teatro Alfa, Teatro Guaíra e Theatro São Pedro, entre outros – com um público de aproximadamente de 11 mil pessoas, a preços populares e ensaios abertos gratuitos – o espetáculo “Corpo de Baile” da cantora Mônica Salmaso faz a última apresentação da turnê no Rio de Janeiro nos dias 18 e 19 de outubro, terça e quarta, no Teatro Tom Jobim.
– “Além de termos tido duas noites incríveis do show no ano passado, pra mim é importante fecharmos a turnê voltando ao Tom Jobim para que o Guinga, Paulo César Pinheiro e Walter Carvalho possam ver novamente. É a minha homenagem a eles!”, conta Mônica.
Concebido em torno de 14 canções compostas em parceria por Guinga e Paulo César Pinheiro – várias inéditas e muitas delas guardadas há 40 anos – o CD Corpo de Bailereuniu uma gama variada de músicos e arranjadores. Além de render elogios rasgados da mídia, deu à Mônica o maior número de indicações por artista do 26º Prêmio da Música Brasileira, em que concorreu a quatro categorias – melhor CD, melhor arranjador (Lucas Reale em Corpo de Baile), melhor canção (Sedutora) e melhor cantora, – e ganhou as últimas duas.
Para os shows deste CD Mônica convidou o cineasta e fotógrafo Walter Carvalho para fazer um vídeo cenário, onde uma projeção em um tule transparente entre a plateia e a cantora com os músicos, que interage com a música. Uma criação autoral de Walter Carvalho, que repete a parceria com Mônica após a direção dele no DVD Alma Lírica Brasileira, o trabalho anterior da cantora.
Estarão no palco com Mônica nove músicos: Teco Cardoso nos sopros e direção musical, Nailor Proveta (clarineta e saxofones), Paulo Aragão (violão), Nelson Ayres (piano e acordeon), Neymar Dias (contrabaixo e viola caipira) e Quarteto Carlos Gomes: Cláudio Cruz (violino), Adonhiran Reis (violino), Gabriel Marin (viola) e Alceu Reis (cello), mostrando o repertório do disco.
O CD Corpo de Baile teve direção musical de Mônica com Teco Cardoso (que assina a produção).Foram arregimentados músicos especialíssimos em instrumentos como violão, viola caipira, piano, cordas, clarinetes, banda de sopros incluindo trombone, trumpete, trompa e tuba, baixo acústico e percussão. O grupo Sujeito a Guincho (quinteto de clarinetes) e o Quarteto de cordas Carlos Gomes também participam do disco, que foi gravado ao vivo no estúdio.
A parceria de Guinga e Paulo Cesar Pinheiro – uma das mais criativas da MPB contemporânea – é, para Mônica, um tesouro raro e um desafio para qualquer intérprete. – “Esse repertório é um presente para qualquer cantor que goste de melodia, de letra, de harmonia. Por isso é um disco importantíssimo pra mim. É como se eu estivesse me preparando estes anos todos para gravá-lo, mesmo sem saber, e fazer shows  com este repertório por todo o país”, conta Mônica. 
– “Para oferecer 14 canções (muitas inéditas) essa densidade, achei que precisava colorir o repertório com diferentes arranjadores, para que uma música não pesasse sobre a outra”, explica a cantora. “A gente fez uma gama de cores, convidando Dori Caymmi, Tiago Costa, Nailor Proveta, Teco Cardoso, Luca Raele, Nelson Ayres e Paulo Aragão para assinarem os arranjos. Curiosamente, em um momento em que é de se esperar discos novos com formações pequenas, eu fiz o disco mais recheado da minha carreira”, conclui a cantora paulistana.
Dentre as escolhidas, Bolero de Satã, gravada por Elis Regina no disco Essa Mulher, é a mais conhecida dentre as que já tinham sido gravadas. “Achei que era o caso de regravar o Bolero de Satãpara situar a parceria dentro do que as pessoas já ouviram”, pontua Mônica, que nos conta ainda que as canções que não são inéditas foram registradas em discos de pequenas tiragens, vinis ou edições especiais.
Entre as canções da dupla, Mônica passeou pelo nordeste em Porto de Araujo e celebrou a natureza em Quadrão; lançou a marcha Rancho das Sete Cores; foi da moda telúrica (Violada) às valsas francesa (Nonsense) e brasileira (Corpo de Baile), passando por um inusitado fado, Navegante – o velho formato invadido pelas invenções harmônicas de Guinga. Abrangeu da cultura indígena deCurimã à católica de Procissão da Padroeira e recriou o que a dupla faz melhor, canções densas como Fonte Abandonada e Noturna, e ainda lançou a modinha Sedutora.
O projeto aprovado na Lei de Incentivo a Cultura do Ministério da Cultura contou com o patrocínio do Bradesco.

SERVIÇO
Show:  “Corpo de Baile” – Mônica Salmaso
Local: Teatro Tom Jobim (Rua Jardim Botânico, 1008 – Tel: (21) 2274-7012 – Jardim Botânico – RJ) http://jbrj.gov.br/visitacao/espacotomjobim
Datas: 18 e 19 de outubro de 2016 – terça e quarta
Horário:  21hs
Duração: 80 min. aproximadamente
Ingresso: R$ 40,00 e R$ 20,00 (meia entrada para menores de 21 anos e acima de 60 anos, classe artística, estudantes, professores da rede pública, portadores de necessidades físicas, sócios e funcionários do JBRJ e e funcionários da Embrapa)
Ingressos já a venda em  https://www.ingressorapido.com.br/compra/?id=53323#!/ticketsou pelo telefone 4003 2330 e também na bilheteria do local
Censura: livre
Capacidade:  378 lugares
Estacionamento:  400 vagas disponibilizadas nos dois estacionamentos do Jockey Club (um na Rua Jardim Botânico, 1.003 e outro em frente à Praça Santos Dumont) – desconto especial ao apresentar o ingresso. Para maior comodidade, verifique os preços cobrados pelo telefone (21) 2103- 4076.
– Vagas exclusivas na Rua Jardim Botânico, 1.008 para pessoas com deficiência que venham em carros adaptados e adesivados.
Acessibilidade: Sim
Ar condicionado".


Entre para o grupo "Mônica Salmaso" no Facebook: https://www.facebook.com/groups/1679127432404624/?ref=aymt_homepage_panel

*Valéria Nancí é geógrafa, publicitária,escritora, louca por música, aficcionada por capas de discos, mestre em Desenho, doutoranda em Cultura e pesquisadora da obra de Mônica Salmaso!
Instagram: @valeriananci
E-mail: valeriananci@ig.com.br
Blog pessoal: valeriananci.blogspot.com.br

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

“O Júlio na gaita e a Mônica no vocal”: melhor entrevista forever!!!


Por Valéria Nancí*

     HOJE É DIA DAS CRIANÇAS!!! E como não podia deixar de ser, para um dia especial, uma postagem igualmente especial: a entrevista dada pela Mônica à turminha do Cocoricó!


Foto: Mônica Salmaso e Júlio
Fonte: https://i.ytimg.com/vi/T011z_2344U/maxresdefault.jpg

Esqueçam Alan Carr, David Letterman, Ellen DeGeneres e Oprah Gail Winfrey. O melhor entrevistador da face da Terra, todinha, é o Júlio... Que Júlio? Ora, o Júlio do Programa Cocoricó – aquele mesmo da moçadinha do paiol. Numa super entrevista de 21’13”, o cara, ao lado da sua inseparável, e impagável, amiguinha Zazá, conseguiu entreter e deixar à vontade a convidada da vez, Mônica Salmaso, “tirando” dela coisas bem bacanas.

     Você sabia, por exemplo, que Mônica tem um irmão que é baterista do Clube do Balanço: uma super banda paulistana de samba-rock, sambalanço, samba funk e soul??? Acredite se quiser: eu amo o Clube do Balanço, a ponto de ter em meus arquivos, gravados em VHS, shows do conjunto no extinto programa Bem Brasil, e só depois dessa entrevista liguei as coisas e descobri que tem 2 SALMASOS em minha existência (risos): a vida é mesmo uma caixinha de surpresas (mais risos!!!).

     A inspiração musical vem da família, embora antes deles ninguém tenha sido músico. Imaginem vocês que a pequena Mônica descia a escada do sobrado onde morava e, aos 6/7 anos, cantava, vejam só, o Acalanto de Caymmi e as canções do Chico Buarque na sala de estar: menininha danada essa, hein?!

     Ela conta que disse aos pais do desejo de ser cantora, mas não sabia como, e que foi fazer aula de música a partir disso. Aliás, esse foi um dos pontos mais legais da entrevista: o Júlio e eu (que não sou boba - risos) aprendemos o que é M-U-S-I-C-A-L-I-Z-A-Ç-Ã-O! O outro ponto legal foi o trio Zazá-Mônica-Júlio fazendo a I-M-P-R-O-V-I-S-A-Ç-Ã-O musical: simplesmente delicioso de se ver e compreender!


    Uma amostrinha para vocês:


Foi bacana também entender o por quê dos discos da Mônica terem uma coesão e coerência: o que ela chama de um “jeitão” - só agora entendi, hein Júlio!!! Te devo essa!!! Isso vem de antes, bem antes dela pensar em gravar algo. Era de discos assim que ela gostava: discos com um “jeitão”, sem muita coisa misturada. Pegue a discografia dela e perceba esse mesmo aspecto. Isso é referência de pesquisa, e não é todo artista que tem essa sensibilidade, essa percepção: isso é coisa de GENTE GRANDE! Sorte do Théo, seu filho, que, por sinal, já brinca e se diverte aprendendo com a mamãe, o papai (Teco Cardoso) e a dinda (Lea Freire): todos músicos e com os quais a Mônica faz V-O-C-A-L-I-Z-E (que a Zazá, o Júlio e eu adoramos aprender também) num projeto paralelo com o quinteto “Voz em Madeira”. 

     Olha, já assisti inúmeras entrevistas da Mônica e fiquei, realmente, fascinada com o modo de condução do Fernando Gomes, criador do Júlio, na TV Cocoricó!



PUXA, PUXA, QUE PUXA: essa prosa foi uma delícia e o Júlio estava realmente I-M-P-O-S-S-Í-V-E-L!!! Melhor entrevista forever!!!


Ficou curioso (a)? Assista na íntegra em: https://www.youtube.com/watch?v=T011z_2344U 

Obs.:Entre para o grupo "Mônica Salmaso" no Facebook: https://www.facebook.com/groups/1679127432404624/?ref=aymt_homepage_panel

*Valéria Nancí é geógrafa, publicitária,escritora, louca por música, aficcionada por capas de discos, mestre em Desenho, doutoranda em Cultura e pesquisadora da obra de Mônica Salmaso!
Instagram: @valeriananci
E-mail: valeriananci@ig.com.br
Blog pessoal: valeriananci.blogspot.com.br
  


terça-feira, 27 de setembro de 2016

Cantora: “RECEITA E MODO DE PREPARO”

Por Valéria Nancí*

Tal qual um bolo, uma torta, um salgado, uma guloseima qualquer, há quem acredite que uma cantora se faz com ingredientes pré-definidos. É engraçado isso: uma porção disso, uma pitada daquilo, mede daqui, peneira de lá, bate tudo, põe na forma, coloca no forno e pluft: surge uma artista! Em verdade, pode acontecer, mas daí a ser receita disputada “são outros quinhentos”.


Foto: http://www.monicasalmaso.mus.br/

Certa feita ouvi a Mônica Salmaso comentar que, no início de sua carreira, um empresário sedento por “criar uma cantora de sucesso”, a ela deu a receita em porcentagens para que seguisse “ao pé da letra”- receita que aqui “gourmetizo em porções”:
- 500g dessa cantora
- 150g daquela outra.
- Acrescente um CD, dividido em cubinhos sabor: “musiquinhas-internacionais-pra-fazer-a-linha-globalizada”; “musiquinhas-de-sua-autoria-para-parecer-cult”, “musiquinhas-pop-já-que-até-o-papa-é-pop” (avisei que ía gourmetizar – risos!).

É fato que todos nós, sem exceção, precisamos de alguém para nos ajudar em início de carreira. Pois bem, mas eu falei A-J-U-D-A-R, e não, F-A-B-R-I-C-A-R.

Se o que se pretendia, da parte dele, era um SIM para a produção de uma cantora estilo bolo-de-embalagem-vendido-em-mercadinho, o que conseguiu foi um sonoro NÃO de uma cantora estilo bolo-quentinho-da-casa-da-vovó.

Taxada de “europeia demais” pelo tal “mestre-cuca-mecanizado”, preferiu seguir seus instintos, andando devagarinho, mas pisando firme.

Foto: http://www.monicasalmaso.mus.br/


Mônica é Brasil, foi aqui que fincou sua bandeira e, a plenos pulmões, cantou AFRO SAMBAS de primeira. Fez dessa obra seu TRAMPOLIM: uma verdadeira VOADEIRA. Ah se IAIÁ pudesse ver a menina crescer, o que lhe diria? Talvez, “- Vai na fé que uma dia viverá NOITES DE GALA, SAMBA NA RUA, e não deixe que ninguém no mundo lhe diga mais NEM 1 AI. Você é grande e sabe o caminho. Segue a intuição de sua ALMA LÍRICA e viva a vida como um eterno CORPO DE BAILE”.

10 CDS, 2 DVDs, vencedora por 2 vezes do PRÊMIO DA MÚSICA BRASILEIRA como melhor cantora, dentre tantos outros triunfos, já revelam algo, não? Acho que o sucesso da Mônica (eu disse SUCESSO e não FAMA) se deve a algum sussurro que o poeta Fernando Pessoa - utilizando-se de um de seus heterônimos (Ricardo Reis) - tenha lhe dado ao pé do ouvido n’algum lugar dizendo-lhe: “Segue o teu destino, rega as tuas plantas, ama as tuas rosas, o resto é a sombra de árvores alheias”.

Foto: http://www.blognotasmusicais.com.br/2015/06/juri-do-26-premio-da-musica-brasileira.html

Ah! Se eu pudesse encontrar esse “chef” num lugar qualquer por aí, eu lhe diria: " - Nem sempre receitas prontas dão certo! UM DIA O BOLO PODE SOLAR!".

*Valéria Nancí é geógrafa, publicitária,escritora, louca por música, aficcionada por capas de discos, mestre em Desenho, doutoranda em Cultura e pesquisadora da obra de Mônica Salmaso!
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